Somos todos contra, mas…

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Francisco Ramalho – Ex-bancário, Corroios

Um estudo da Comissão Europeia divulgado recentemente, revelou que entre  2001 e 2016, voaram  para paraísos fiscais (offshores) cerca de 50 mil milhões de euros cá do burgo. Um quarto do PIB nacional. O que significa uma perda fiscal para o Estado de mais ou menos 2500 milhões de euros. Acrescente-se ainda que todo este balúrdio, “poupanças”, de uma ínfima minoria, não só foge ao fisco, ao Estado, como ao tão necessário investimento em Portugal. A todos nós, portanto. Isto, no país de carências mil, como todos sabemos e de que tantos são vítimas.

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Depois, vem o senhor ministro das Finanças, o senhor primeiro-ministro, e outros senhores ministros, dizerem que têm muita pena mas que não há dinheiro para pediatras para o Garcia de Orta, para o novo Hospital no Seixal, para se contratar mais pessoal auxiliar para as escolas, para acabar as obras de Santa Engrácia, perdão, da Escola João de Barros, etc. etc. etc. Com exceção do pessoal auxiliar para as escolas que é chaga nacional, só para referir algumas delas da nossa região.

Não acredito que haja um único leitor, diria mais, um único português decente, que concorde com tão lamentável e criminoso comportamento. Portanto, somos todos contra. Mas, e há sempre um mas, os senhores ministros que, com certeza, também não concordarão, permitem (o seu Governo) este esquema de  acumulação de “poupanças”, e esta dolosa evasão fiscal. E quem elege os partidos dos Governos que o têm permitido, também é contra. Mas, elegem-nos sistematicamente!

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