Brincar aos médicos

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Francisco Alves Rito – Director
São muitos os indícios de negligencia grosseira por parte do médico que não viu malformações muito graves no bebé que nasceu sem rosto
Sem querer fazer publicamente o julgamento que deverá ser feito pelos tribunais, há demasiados indícios de faltas graves ao dever de cuidado a que o médico está obrigado e de que, em função dos anos de serviço e quantidade de ecografias realizadas, deveria ser capaz.
Senão vejamos:
As malformações em causa, neste caso, são graves, no sentido de morfologicamente evidentes, o que torna difícil não serem percepcionadas num exame cuidado.
Foram feitas não uma mas três ecografias neste caso, em diferentes fases da gestação.
Alertado após uma quarta ecografia – 3D, feita por outro médico – o clínico continuou a dizer que estava tudo bem.
Indícios fortes de que o médico não actuou com o devido cuidado.
Mas há mais, não em relação directa com este caso, mas igualmente indiciador da conduta duvidosa do médico.
Noutro caso, em 2011, o mesmo médico também não detectou malformações numa menina que nasceu em Janeiro. Essa criança nasceu com as pernas ao contrário, com os joelhos a dobrarem para a frente, e sem queixo.
Os médicos dos Hospital Amadora-Sintra, após o nascimento, perguntaram aos pais se tinham feito correctamente as ecografias e se nada tinha sido detectado.
Acresce que o clínico foi já alvo de quatro processos de inquérito abertos pela Ordem dos Médicos (tendo um sido arquivado e três encontrando-se ainda a decorrer) e de dois inquéritos do Ministério Público.

É mau de mais para haver normalidade. Sobretudo da parte do médico, mas também do sistema que, no mínimo, é demasiado lento a apreciar estes casos.

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