O capitalismo não é verde

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Francisco Ramalho – Ex-bancário, Corroios

 

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“Vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar”, porque é que as questões ambientais estão aí na ordem do dia. Claro que nos devemos comportar de modo a não agredirmos ainda mais o ambiente.  Devemos separar o lixo, evitar desperdícios, denunciar atentados à Natureza e exigir que as entidades oficiais, nomeadamente as autarquias, também cumpram o seu importante papel. Portanto, se todos nos comportarmos assim, já estamos a dar um bom contributo para um ambiente mais sustentável. Mas será o suficiente? Já nem digo para se reverter a situação, mas para que não se agrave ainda mais? Infelizmente, a resposta é não.

Alegam os defensores do capitalismo que é preciso alimentar cada vez mais bocas e que para isso é preciso, é imprescindível, produzir-se alimentos em massa. E então, sacrificam-se florestas para se instalarem explorações intensivas, atinge-se o maior grau de mecanização, utilizam-se pesticidas e fertilizantes que forem necessários para  se conseguir produções cada vez maiores no mínimo espaço e tempo possíveis. E assim se esgotam solos, se contaminam veios de água e se alteram ou destroem ecossistemas, em detrimento da pequena e média exploração agrícola que não é competitiva, e se desertificam regiões com todas as nefastas consequências que daí advêm.

O pretexto de assegurar alimentos para toda a gente, é  falácia dos grandes empórios do agro-negócio. O capitalismo não é verde, não tem pátria nem alma, e  no altar do seu deus, o lucro, tudo  sacrifica. E tem ainda,evidentemente, outras componentes inimigas do ambiente e da vida, como a poderosa industria do armamento que serve para seu  domínio e preservação. Portanto, a  sua erradicação é imperativo moral e de sobrevivência. O voto em quem mais o combate,  contribuirá para isso.

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