Catástrofe em Nova York

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Carlos A. Cupeto -Escola de Ciências e Tecnologia
Universidade de Évora

 

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O risco de uma catástrofe planetária é cada vez maior; isto é uma enorme verdade. A coisa aparece com o nome de “alterações climáticas”. Quase tão grave como esta realidade é o que se tem feito e a forma como surge na casa de cada um: um folclore inconsequente, uma oportunidade política para sacar mais uns votos, ou até uma moda, como todas as outras que, tal como aparecem, da mesma forma se vão… Reparem que na atual campanha eleitoral todos os partidos, ou quase, têm cartazes verdes a aproveitar a onda… Haja paciência, mas não há. O ridículo chega ao ponto de ser uma garota, Greta, de um país rico a liderar a festa.

Outra verdade é o tema ser mais um excelente campo de negócio de milhões para os mesmos de sempre: os mesmos que aproveitaram outras modas e que viraram agora especialistas em clima. Um dos produtos deste negócio são os planos de ação contra as alterações climáticas; ridículos é pouco para os qualificar. Há-os para todos os gostos e não há terrinha que não tenha um pano destes. Data de 2006 um primeiro Programa Nacional para as Alterações Climáticas. São os nossos impostos que os pagam aos tais consultores e especialistas.

Em Nova York ouvimos a intervenção do nosso conterrâneo Guterres, brilhante. Honesto ao ponto de confessar que a sua geração falhou…, nós bem o sabemos. Seguiu-se depois o apontar de tudo o que temos de fazer; quem diria melhor? Falta só dizer como se faz? Sobre isso nem uma palavra. Vai falhar outra vez. O Prof Marcelo foi na mesma linha e todos os outros assim farão. Não há transição possível, vamos bater no muro de frente e aí sim a coisa muda… se os dinossauros nos pudessem contar como foi… As lágrimas da gaiata sueca não acrescentam nada, ela disse-o, devia estar na escola, como todos os outros meninos que enchem as avenidas dos países ricos com cartazes coloridos; Guterres, Marcelo, eu e você sabemos o que há a fazer mas estamos bem, até ver, e não fazemos.

Entretanto, viajamos para onde nos apetece por meia dúzia e Euros e vamos trocando de automóvel…  A cimeira passou e, como todas as outras, “aos costumes disse nada”, ou seja, fica tudo na mesma. Nada muda. Greves palermas para nada, a não ser para tranquilizar consciências.

Quantas cimeiras destas já houve? Quais foram os resultados? Depois de cada cimeira a coisa piorou e continua a piorar. Por cá, temos um modo de vida totalmente insustentável: como é compatível a sustentabilidade do planeta com o turismo que todos conhecemos, cada vez com mais intensidade e que se deseja mais e mais? Tenham vergonha, deixem-se de cimeiras e fiquem em “casa” a fazer o que devem.

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