Crónica de viagem

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Francisco Ramalho – Ex-bancário, Corroios

 

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A semana passada, apercebi-me melhor porque é que a Itália é a 4ª economia da União Europeia e um dos berços da civilização ocidental. De Milão a Roma, passando por Verona, Veneza, Pádua, Florença, Pisa e Assis, vi gente de todo o mundo extasiada com imponentes e deslumbrantes catedrais e basílicas construidas e decoradas pelos grandes mestres italianos com os famosos mármores de Carrara. Carrara, situada nos belíssimos Montes Apeninos de um verde escuro imaculado sem vestígios de incêndios (que contraste com o nosso inferno de todos os verões!). Mas, para além das espécies autóctones, não se enxerga um único eucalipto… Destaco também a maravilha que é a aquática e romântica Veneza, o cenário em Verona dessa bela e trágica história de amor de Romeu e Julieta, ficcionada por Shakespeare, a inclinada Torre de Pisa onde Galileu Galilei realizou algumas das suas experiências que se traduziram em frutos para toda a humanidade e, claro, os vestígios desde os primórdios, muito bem preservados, da eterna Roma. As muralhas, o coliseu, o circo, os balneários, etc. E ainda, evidentemente, o fausto, a grandeza, do Vaticano e as obras primas de Miguel Ângelo; a Pietá e as pinturas divinais do teto da Capela Sistina.

Mas a bela Itália, não se resume “apenas” ao seu riquíssimo património histórico e cultural onde a Igreja está omnipresente e bruto quinhão arrecada porque tudo é pago, e bem, e às obras dos seus príncipes do Renascimento ( aliás, de onde ele irradiou). Entre outros, Galileu, Dante, Miguel Ângelo, Leonardo da Vinci. Por falar em príncipes do Renascimento, junto a brasa à nossa sardinha e acrescento aqui o nosso grande e também universal, Camões.

Mas a bela Itália, dizia, a pátria unificada de Garibaldi,  vai muito para além disso! Tem grande e diversificada industria e é uma potência agrícola. Entre os Alpes e os Apeninos, na extensa planície do vale do rio Pó, na Toscana, na Umbria e não só, para além de paisagens deslumbrantes, produz-se em abundância, milho, arroz, girassol, vinho, azeite, fruta, gado, etc.

E pronto,  resumidamente, porque a limitação de espaço a isso me obriga, aqui fica o testemunho e a partilha com os nossos prezados leitores.

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