Casa para a vida

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Carlos A. Cupeto -Escola de Ciências e Tecnologia
Universidade de Évora

 

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“Há mais gente a comprar casa”, assim se noticiou. Bem sei que os três fatores  essenciais que mobilizaram, mobilizam e mobilizarão a humanidade são: recursos (alimento), abrigo (casa) e segurança. Na verdade tudo o resto é de menor importância para cada um de nós. Em ano de eleições esta notícia parece boa; é bom  para o setor da construção e imobiliário e nada mais. Comprar uma casa é a última coisa que alguém deve fazer, designadamente os jovens. O mundo, sentimos na pele todos os dias, está cada vez menos previsível e isso de escolher a cidade, o bairro, etc. onde se vai viver e ser feliz já não existe. Acresce que em Portugal ser proprietário do quer que seja, muito menos de uma casa, não é boa ideia, só serve para alimentar o Estado e a banca.

Mas, entretanto, não ficamos por aqui. Há um ou dois meses tive oportunidade de assistir (não me atrevi a intervir) a um debate sobre o tema “ o direito a uma casa”   onde participaram as deputadas manas Mortágua. Obviamente que uma casa digna para viver é algo a que todos devem aceder. Não discuto, todos temos o direito ao essencial para uma vida digna. Todos fazem por isso? Claro que não, muitos, demais, bem conhecem os seus direitos e por aí se ficam. Olham para o lado, para o tal Estado de costas largas. Será que  já é altura de, perante direitos tão óbvios, começarmos a falar de deveres em igual medida?

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