As contas das eleições

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Francisco Ramalho – Ex-bancário, Corroios

 

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São fáceis de fazer as contas das eleições. Assunção Cristas, vai continuar a prometer baixar os impostos e tentar ad eternum ser a líder da direita. Rui Rio, primeiro os eleitores, depois, segundo ele próprio em entrevista à Antena1, serão alguns dos seus próprios correligionários a “fazer-lhe a cama”.Os novos acrescentos da direita, nunca passarão disso mesmos, de acrescentos, e mesmo todos juntos, tarde ou nunca, chegarão a S. Bento. Portanto, quanto à direita, estamos conversados. Agora vamos ao essencial. E o essencial, é saber se o PS se distinguirá da direita apenas em relação a alguns pormenores, ou se fará mais qualquer coisa de substancial. Para isso, é fundamental ficar definido quem mais o irá pressionar nesse sentido. Ou seja, a quem os eleitores darão mais força para o fazer. Se for ao BE, este, como sempre, navegará a crista da onda para tirar dividendos. Continuará a apontar a António Costa o sol e a lua, e este, com bonomia, sorrirá a Catarina Martins e fará o que lhe aprouver. Se bastar o PAN para o PS continuar ao leme da Nau Lusa, talvez os animais tenham mais alguma proteção, e bem merecem, mas os seus donos e quem não os tiver,não a terá.

Portanto, o essencial, é saber-se se a força política mais consequente e enraizada nos meios populares e influente no Movimento Sindical e Associativo, a CDU,pode “obrigar” António Costa  ir à gaveta onde há muito Mário Soares meteu o socialismo e , para bem deste povo e deste país, tirar de lá algum.

Costa, sabe-o bem! Se as urnas assim o ditarem, irá  ouvir com toda a atenção, Jerónimo de Sousa. Se não o fizer, é o seu futuro político e o do seu partido que ficarão em causa.

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