Escolas a duas velocidades

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Francisco Alves Rito – Director

Investimento no parque escolar dos municípios contrasta cada vez mais com o do Estado. Em quase todos os concelhos são visíveis escolas básicas renovadas ao lado de secundárias velhas

O ano lectivo que hoje se inicia acentua bem o valor da proximidade na gestão da coisa pública. Basta olhar para o estado de conservação dos parques escolares. Enquanto as escolas básicas registam uma tendência forte e crescente de renovação de edifícios, espaços e materiais, nas escolas do segundo e terceiro ciclos, a evolução é mais do que proporcionalmente inversa.
Por todo o distrito são visíveis escolas básicas novas ou quase integralmente renovadas, enquanto nas secundárias, por exemplo, não consta que tenha havido obras significativas em qualquer uma na região.
Em causa está a proximidade. os meios e as competências são melhor geridos pelos poderes perto das populações e dos problemas. A diferença, neste caso, é que a conservação das escolas do primeiro ciclo é da competência dos municípios e as outras são da competência do Estado central.
No total, os municípios da região geriram investimentos, para este ano, de mais de 12 milhões de euros em reabilitação de escolas.
Vejam-se os exemplos de Setúbal, Montijo, Alcochete, Seixal ou Grândola. Neste concelho alentejano a reabilitação de uma escola primária (uma) foi um investimento de 2,5 milhões.
Em Setúbal, o contraste fere a vista. Escolas básicas foram reparadas cinco, enquanto a preparatória do Bocage continua no mesmo estado lastimável.
E ainda há quem conteste a regionalização?

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