Afinal, podemos ou não viajar de pé nos transportes coletivos?

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Rosa Duarte – Mestre em Estudos Portugueses

 

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Não há dúvida que os nossos passes sociais foram uma boa medida governamental. Porque poupamos dinheiro. Porque poupamos o meio ambiente. Porque é notório o aumento de novos utentes dos transportes públicos.

Mas já se diz por aí que há empresa(s) a pensar em reduzir o número de lugares sentados nos transportes públicos para aumentar a lotação de cada veículo.

Não será uma piada (de mau gosto)?

Parece que não…

Ainda que possa ser prematura a nossa preocupação, mais vale prevenir que remediar.

Temos que nos indignar.

Todos sabemos a força do economicismo empresarial neste tipo de tomadas de decisão.

Que até já se ouvem vozes soltas (despesistas) a dizer que preferem pagar mais caro, a viajar sem condições nos transportes que utilizam diariamente.

Como é que é?

Ah, sim, claro que mais vale pagar preços mais em conta com boa comodidade nas diferentes viagens dos transportes públicos do que suportar preços elevados e sem as condições desejáveis. Não só é óbvio como é de direito.

Ou seja: a população portuguesa aderiu bem às novas modalidades dos passes sociais. Previsivelmente, felizmente.

E agora passou a viajar como sardinhas em lata. Então qual é a medida urgente a tomar de seguida?

Aumentar as frotas e o número de funcionários para as conduzir?

Ou remover os assentos destinados aos passageiros e fazê-los viajar de pé?

Aparentemente até podíamos ficar baralhados…

Afinal, podemos ou não viajar de pé nos transportes públicos? Grávidas, idosos, crianças…?

No barco do Barreiro parece que não…Dizem (também) as companhias de seguro…

Nós sabemos que há, infelizmente, populações inteiras nos países do terceiro mundo que viajam em condições deploráveis. Que todos criticamos, veementemente. E que às vezes até há tentativas de ajuda internacional…

Sabemos também que os nossos turistas estão encantados com o nosso país. E bem! Mas parece que ainda não estão suficientemente encantados com insuficientes respostas a certas exigências deste novo investimento nacional que é o turismo.

Mas no entretanto há que não esquecer o quotidiano dos portugas que, já agora, também  merece um pouco de investimento s.f.f..

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