Arrábida 4: Serra Bendita

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Carlos A. Cupeto -Escola de Ciências e Tecnologia
Universidade de Évora

Quatro: Programa Anual de Atividades.

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Acreditem que o céu é o limite quando pensamos no programa anual de atividades da Arrábida; limpeza voluntária com envolvimento dos cidadãos, observação de aves, caminhadas, caminhadas temáticas, observação de flora, ervas aromáticas, “trails” desportivos, etc., etc.

Uma história pessoal levou-me a uma caminhada numa das mais bonitas Grandes Rotas do Mundo, nas terras altas da Escócia,  o West Highland Way (WHW). Como sabemos a Escócia e a natureza confundem-se. O campo, a floresta, os rios e os lagos entram pelas cidades, vilas e aldeias. Por isto, é impossível a um escocês ignorar o meio natural, vive na natureza. Esta faz parte do seu ecossistema e qualquer um, por muito distraído que seja, sente isso.Tudo é pretexto para ir ao campo usufruir do campo. Quem anda numa natureza virgem, como aquela em que andámos, fica contagiado com uma sensação de fusão da parte no todo. Ou será do todo na parte? Nada disto se escreve, pinta ou retrata, vive-se. Este é o preço. É preciso ir ao campo para beneficiar do campo. Quando o campo são terras altas (montanhas), onde os vales e os montes se sucedem, eleva-se, incomparavelmente, o espírito. Se juntarmos o adoçar do verde e o romantismo e imaginário da floresta, então o efeito é perfeito, muito mais que uma mera atividade física. Todavia, saibam que a Arrábida é bem melhor que as Terras Altas da Escócia, no fim da agenda justifico. Na Escócia as atividades no campo centram-se na família e ao longo do ano são milhares as iniciativas, públicas ou privadas, que estão disponíveis. É tão simples e claro que fica fácil, é bom para todos, como não pode deixar de ser. Na Arrábida é assim que deve ser o programa anual de atividades. Os Rangers na Escócia (atuais Vigilantes da Natureza em Portugal) para além de guardas são uma força viva e têm um extenso programa de atividades “viver o campo” aberto a todas as pessoas. Na Arrábida só falta fazer.

PS: neste link tem acesso ao que vivi no WHW:

http://www.otrosmundos.cc/wp-content/uploads/West-Highland-Way-28-dez-2013.pdf

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