Mitos e o esplendor do capitalismo

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Francisco Ramalho – Ex-bancário, Corroios

Um dos mitos que os beneficiários do capitalismo e os seus agentes políticos (PS, PSD e CDS), puseram desde há muito a circular, é que o Estado é mau gestor. Vai daí, toca a privatizar tudo o que desse lucro. Foi a banca,  seguros, telecomunicações, cimentos, CTT, etc. E ainda por cima, o grosso da coluna, foi parar a mãos estrangeiras. Agora, confirma-se  quem é que gere bem! Grandes empresas como a Telecom ou os CTT, vê-se o estado em que estão! Então quanta à banca, nem se fala! Desde 2008, o Estado, ou seja, os contribuintes, já lá enterraram 19,5 mil milhões e não se fica por aqui. Por exemplo, os gestores do Novo Banco, ex BES, reclamam mais 600 milhões. Os atuais principais acionistas, os americanos do fundo Lone Star, conforme o acordo leonino que conseguiram, não põem lá um cêntimo. É só sacar lucros. Em relação ao que resta do sector público, a jóia da coroa, a Caixa Geral de Depósitos, também como se constata e irá doer no bolso dos do costume, tem sido um fartar vilanagem. Milhões e milhões em crédito mal parado e, com exceção do Vara, veremos se não ficará tudo em águas de bacalhau.

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Este, é apenas um breve resumo no plano nacional. No plano internacional, a OXFAM acaba de publicar o seu relatório anual e revela-nos o capitalismo em todo o seu esplendor; os ricos estão cada vez mais ricos ( aumentaram as suas fortunas em 13%) e os pobres cada vez mais pobres. Números impressionantes. Por exemplo, 80% da riqueza mundial estás nas mãos de 1% da população. Não só aumentou o montante das fortunas, como o numero dos multimilionários. E aumentou a pobreza, evidentemente.

É claro que esta gente sabe bem que justo, seria uma economia baseada em 3 pilares; o público, o privado e o cooperativo e onde o Estado detivesse e gerisse (bem) alguns sectores vitais e estratégicos. Mas depois, e os lucros?

Mas o povo, os eleitores, sabem que também no plano partidário  quem é que, desde há muito, apresenta esta e outras propostas diferentes das da tal gente, e que está disposto a bater-se por elas.

Essa mesma gente que está bem mais interessada, com os seus media, a falar, a escrever, a ocupar tempo de antena,  desviando atenções e tentando impingir o seu  Governo para a  Venezuela. Têm imensa pena daquele povo! Tanta, como a que tiveram e têm do do Iraque, da Líbia, da Síria, de todos. Cheira-lhes a petróleo!

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