2019, estes meses…

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Valdemar Santos – Militante do PCP

“Deverão ser completados os passos já dados no sentido da nacionalização dos sectores básicos da actividade económica (industria, transportes e comunicações) e ainda garantir a independência nacional no arranque para um socialismo verdadeiramente português, evitando situações extremas de crise económica, que nos coloquem em reforçadas e delicadas dependências externa” – com a recordação destas palavras de Vasco Gonçalves (“um daqueles homens que surgem em todas as épocas singulares da história dos povos”), foi assim que Manuel Begonha encerrou a Sessão evocativa das Nacionalizações levada a cabo pela Associação Conquistas da Revolução, a que presidia, a 28 de Abril de 2012, no Centro Cultural e Recreativo do Alto do Moinho, em Corroios. A iniciativa teve como base as intervenções de Armando Farias, membro da Comissão Executiva do Conselho Nacional da CGTP-IN, Anselmo Dias, ex-Dirigente do Sindicato dos Bancários, e José Nunes Maia, representante dos trabalhadores na Comissão de Fiscalização da Siderurgia Nacional-Empresa Pública, suscitando, entre os cerca de cem democratas presentes, a palavra a vinte militares de Abril e trabalhadores que viveram muito directamente a aplicação das medidas revolucionárias na Mundet, indústria naval, Siderurgia Nacional, banca, Carris, Rodoviária Nacional.

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É certo que na abertura dos trabalhos não podia deixar de ser evocado o assassinato em Aljustrel dos mineiros António Adângio e Francisco Madeira, sobre o qual passavam naquele sábado 50 anos precisos, assim como o do jovem operário de Alcochete, Estêvão Giro, logo três dias depois, no histórico 1º de Maio de 1962, em Lisboa. E a razão deste “É certo” escusado será procurá-la numa renovada condenação a que se dedicam, eles sim, os restauradores do passado: “Lá estão os passadistas!” – Manuel Begonha repetia que “hoje, a tarefa revolucionária é desenvolver o espírito da luta”. Aqueles meses, assim titulamos, mas é nesta semana, e por isso repassamos à viva transcrição de um testemunho, o daquele que deslocando-se ao Alto do Moinho e procurando o local da sessão encontrou a informação no sítio o mais adequado da colectividade, ou seja, na vitrina informativa do “Departamento de Actividades Expressivas, Gímnicas e Rítmicas” que outra coisa não pode augurar, no dia-a-dia dos seus utilizadores, senão o ter-se pernas para andar! No próximo domingo, há que fazer honra!

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