Prédio devoluto assusta vizinhança

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Lixo e fezes começam logo junto à porta da rua e devolutos seguem pelo corredor escuro até ao interior do edifício de dois andares. A vizinhança fala de pessoas estranhas dentro do edifício, mau cheiro e ratazanas

 

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Um prédio devoluto na Rua Dr. António Joaquim Granjo, uma transversal da Rua Arroches Junqueiro – uma das artérias principais da baixa da cidade de Setúbal –, tem sido um incómodo, desde há muito, para quem ali reside.

As queixas vão desde o “mau cheiro” que imana do interior do imóvel, sendo visíveis fezes logo desde o início do corredor. “Há pessoas que entram nesta casa abandonada para fazer as suas necessidades e não se sabe mais o quê”, diz Luís Carlos Alcaide, morador nesta rua quase frente ao visado número 28.

O mesmo diz Carla Jacinto, proprietária de O Cantinho do Fado, um espaço de etilo rústico, com clientes não só de Setúbal. Para além dos estranhos que entram no prédio, conta que “são muitas as ratazanas enormes que saem de lá”.

Aberto ao público desde Junho, a proprietária deste espaço diz que ainda não teve oportunidade de apresentar uma reclamação na Câmara Municipal, mas o seu vizinho já o fez.

Luís Carlos Alcaide confirma que tem feito várias reclamações. “Liguei para os bombeiros disseram-me para falar com a Protecção Civil e desta indicaram-me a Câmara Municipal”. Este munícipe estranha a aparente despreocupação dos serviços, mais ainda quando diz relatado “que o interior abateu e são muitas as madeiras, para além de móveis”, sendo que “o risco de incêndio é grande”, conclui.

Quem diz desconhecer a situação deste imóvel é o presidente da União de Freguesias de Setúbal. “Nunca ninguém apresentou na junta queixa sobre esse prédio”, afirma Rui Canas. E acrescenta que era suposto que o problema fosse indicado neste patamar da autarquia.

“Apesar da junta não ter competências para actuar por si só, podemos mediar o problema junto da Câmara Municipal. Já o temos feito”. E quando quem se queixa apresenta como uma das soluções entaipar a porta com tijolos e cimento, Rui Canas esclarece que antes de se chegar a esta decisão, há outras possibilidades para resolver a situação, lembra que “a autarquia não pode intervir no edifício sem autorização do proprietário”.

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