Oposição acusa executivo da União de Freguesias de não ter força perante a Câmara

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As duas forças políticas da oposição ao executivo comunista de Rui Canas falam de um território gerido sem plano de investimentos. PS e PSD elegem a obra do Mercado da Lota com o exemplo de que nem tudo vai bem na União das Freguesias

 

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No segundo ciclo eleitoral após a reorganização administrativa, a União de Freguesias de Setúbal, com pouco mais de 34 mil eleitores inscritos, continua a ser gerida pela CDU que nas últimas autárquicas conseguiu 8 mandatos, enquanto o PS elegeu 6, o PSD 3 e o BE e CDS-PP um mandato cada.

Com o comunista Rui Canas a presidir o executivo da União, as críticas dos dois principais partidos da oposição à sua gestão são em grande parte coincidentes. Limpeza do espaço público, decisão de investimentos, Mercado da Lota e “falta de assunção do papel de presidente da União de Freguesias de Setúbal perante a Câmara Municipal” também gerida pela CDU, como diz o social- democrata Ricardo Pereira.

O mesmo afirma a socialista Ana Pereira que acusa Rui Canas de “não ter opinião perante as decisões da Câmara” e também “não reivindicar obras junto desta”. Com o eleito pelo PSD a considerar que “quando o presidente da União das Freguesias não se afirma perante a Câmara, retira capacidade de afirmação ao órgão político a que preside”, a eleita pelo PS dá exemplos sobre a intervenção do autarca da CDU, como em matéria de estacionamento.

“Está a decorrer a discussão pública sobre o estacionamento de trânsito nas várias freguesias da União, e não se sabe se Rui Canas está de acordo ou não com as propostas da Câmara Municipal”, comenta Ana Pereira que acrescenta outra situação também exemplificativa daquilo que considera ser a “falta de posição” do presidente.

“Na Aldeia do Vale da Rasca existem problemas com o abastecimento de água que demoram a ser resolvidos, e o presidente nada diz para resolver este direito das pessoas”.

As obras do Mercado da Lota é outra das matérias em que tanto a eleita pelo PS para a Assembleia de Freguesia como o social-democrata presidente deste órgão estão em uníssono. Proposta pelo executivo, esta intervenção “começou em 2014 e tinha um prazo de conclusão de três meses. Mas já passaram dois anos e a obra ainda não está concluída”, diz Ana Pereira. “Quando queremos saber qual vai ser o custo final, mas o presidente não nos consegue dar resposta”.

Segundo a informação que chegou a Ricardo Pereira, esta obra deverá estar concluída “no final deste mês”, mas até ao fim do mandato “não há outra grande intervenção planeada a médio longo prazo”, lamenta. E mais uma vez a socialista afina pelo mesmo diapasão; “o Orçamento 2019 é de 1,9 milhões de euros. É uma verba grande mas o investimento da União das Freguesias é díspar. Esgotam o valor mas não fazem o que prometeram”.

Também na limpeza urbana os eleitos pela oposição estão de acordo. Apontam a falta de acção na limpeza dos espaços verdes e das ruas, apesar das “queixas dos moradores”. E nesta matéria consideram que a União de Freguesias tem a necessária descentralização de competências com a correspondente verba.

Com a eleita socialista a criticar ainda a “falta de investimento da educação e acção social”, da parte do social-democrata há um elogio ao executivo por ter dado um passo importante na qualidade dos serviços prestados à população. “Conseguiu resolver as dificuldades surgidas com o processo de agregação de freguesias. E neste momento pode dizer-se que há uma consolidação de serviços e melhor capacidade de resposta”, infere.

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