Lisnave reforça posicionamento no mercado

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O estaleiro de reparação naval da Mitrena registou indicadores positivos no ano passado em vários sectores de mercado

 

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O ano passado “confirmou a tendência de recuperação” da Lisnave quanto ao número de navios reparados verificado em 2017 face ao ano atípico de 2016, refere nota de imprensa do estaleiro, que cita ter-se verificado “um aumento de cerca de 10% do número de unidades reparadas”.

Ainda segundo informação do estaleiro naval, “durante o ano de 2008 terminaram a reparação 85 navios, 83 dos quais com recurso a docagem”. Entretanto foi identificada uma “ligeira redução de conteúdo de trabalho médio por reparação”, consequência da “continuada redução das taxas de frete do mercado de petroleiros, principal mercado da Lisnave com cerca de 51% dos navios reparados” sendo este o seu segmento de reparação de rotina.

Outro indicador positivo verificado o ano passado foi a Lisnave ter continuado “bastante activa na instalação de novos sistemas de tratamento de lastro”, tendo completado a instalação do décimo quinto sistema, em navios de Armadores da Noruega, Japão, Bélgica e Chipre.

Tal como se verificou nos anos anteriores, a actividade da Lisnave centrou-se nos seus segmentos de mercado tradicionais – navios de transporte de granéis líquidos e sólidos – constituindo estes, em número, cerca de 60% da actividade. Para o estaleiro é de realçar a penetração noutros segmentos de mercado, tais como o de navios porta-contentores com 18% dos navios reparados.

Navios especializados como dragas e embarcações de offshore (DP crane vessel e FF pipe vessel) foram igualmente docados durante 2018. Também foi relevante no decurso do ano transacto o aumento de navios de passageiros reparados nas instalações da Mitrena.

Em nota de imprensa a Lisnave indica que “devido à globalização do mercado da empresa”, os navios reparados durante o ano de 2018 foram originários de 58 clientes localizados em 22 países, sendo os mercados de maior significado, em termos de número de navios reparados, a Grécia com 13 navios, Noruega com 9 navios e a Alemanha com 9 navios.

Para a Lisnave, com estaleiro na Mitrena, em Setúbal, é de referir que nos últimos anos se tem confirmado a tendência do elevado número de reparações com origem em clientes fiéis. Isto verificou-se também o ano passado o que “reflecte o reconhecimento do trabalho de qualidade desenvolvido” pela empresa.

A administração da Lisnave considera que a pressão sobre os preços das reparações irá continuar a fazer-se sentir com o continuado aumento da actividade em países com custos de produção significativamente inferiores aos que a empresa pratica, mesmo assim, “espera-se que este aumento de actividade, dadas as suas características e a necessidade de reduzir ao máximo os tempos de imobilização dos navios, venha a ter repercussões positivas nos estaleiros de maior qualificação técnica na Europa durante o ano de 2019”.

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