Jovens de Setúbal querem dar mais tempo ao planeta

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Meia centena de jovens de Setúbal juntaram-se hoje no centro da cidade para defender o ambiente. Com cartazes e palavras de ordem fizeram questão de vincar que não há planeta B

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“Deixem passar, deixem passar”, gritaram os estudantes que marchavam pela Praça de Bocage, hoje. A segunda greve climática, realizada em mais de 100 países, irrompeu em Setúbal com as vozes dos jovens que exigem “justiça climática já” e chamam, mais uma vez, à atenção para a destruição do planeta.

A Praça de Bocage e os Paços do Concelho voltaram a assistir ao protesto das vozes que se unem para proteger o ambiente. De coletes laranja, tanto os mais pequeninos – munidos de cartazes com frases simbólicas –, como os mais velhos, todos se fizeram ouvir frente à Câmara Municipal de Setúbal.

De costas voltadas para o edifício fez-se silêncio durante minutos, até que se ouviram palmas e cânticos que defenderam a Arrábida e o Sado “A Secil tem de fechar para a serra limpa ficar”, “Não às dragagens, sim ao Sado”.

Através desta manifestação pacífica “pelo planeta e por todos” gritando “juntos com uma só voz” os estudantes exigiram que o primeiro-Ministro tome medidas, para proteger o ambiente. Querem que lhes seja garantido um planeta para o seu futuro e defendem que são a ganância e o poder que estão a destruir a Terra. A proibição da exploração dos combustíveis fósseis voltou a estar na ordem de discussão, sendo pedido que não se produza mais C02.

Depois do protesto estudantil, que defendeu o planeta, a 15 de Março, juntou 1,6 milhões de estudantes por todo o mundo, os jovens prepararam-se para este evento. Os mais velhos quiseram também participar e O Parents for Future- movimento criado pelos pais e avós- está presente em 36 comunidades de 16 nacionalidades, incluindo Portugal.

No país, a greve ganhou mais adeptos, uma vez que em Março aderiram ao movimento 26 localidades e para esta sexta-feira estiveram agendadas acções para 33 locais, segundo informação partilhada pela organização da greve.

Esta luta contra o capitalismo, que “não é verde” e prejudica gravemente o planeta, não terminou sem que os estudantes perguntassem “será que somos ouvidos?”.

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