Hospital de Setúbal quer ter o melhor serviço de urgências do país

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Aos 60 anos o Hospital de São Bernardo está pronto para rejuvenescer. Vai ser construído um novo edifício com três pisos no campus da actual unidade para qualificar os serviços à população. Um deles será o serviço de urgências que passa a ser centralizado

 

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O Hospital de São Bernardo está referenciada como uma das melhores unidades do país na vertente de internamento e consulta externa. Trata-se de um estudo publicado em Dezembro do ano passado pela organização de defesa do consumidor Deco, e lembrado ontem pelo presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Setúbal, Manuel Roque, durante a comemoração dos 60 anos do Hospital de São Bernardo.

“Em breve estaremos em condições de disputar com os melhores hospitais o primeiro lugar ao nível das urgências”, acrescentou Manuel Roque referindo-se ao alargamento do Hospital de Setúbal que deverá começar em breve. Com a verba de 17 milhões já aprovada na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT), estas obras para além de renovar a instalação de serviços, vai “centralizar a urgência”, adianta o presidente do conselho de administração do centro hospitalar.

Referindo-se ainda ao edifício a construir, Manuel Roque apontou que o montante financeiro aplicado “vai também, a curto prazo, permitir reconverter a fortaleza onde está o Hospital Ortopédico do Outão”. Ou seja, a unidade na zona da serra, vai passar a funcionar na cidade, no novo edifício no campus do São Bernardo.

O processo de modernização do Hospital de Setúbal passou a ter maior envergadura em 2016 com a “renovação de equipamento” alavancado pelo Programa Lisboa 2020, e veio “inverter o processo de desinvestimento” no hospital que, a manter-se, “iria dificultar a nossa missão”, interpreta Manuel Roque que avançou números relativos à fluência de utentes no hospital, no ano passado.

Lembrando que em 2018 a unidade de Setúbal recebeu “127 milhões de euros vindo dos impostos dos portugueses, “nas suas 376 camas instaladas” foram “tratados 15400 doentes, em ambulatório foram feitas “mais de 245 consultas e às urgências chegaram “149 mil pessoas”. Por sua vez nos blocos operatórios “realizaram-se mais de 100 mil intervenções cirúrgicas” e, quanto a exames complementares, fizeram-se “mais de 800 mil”.

Para o presidente do centro hospitalar estes são números significativos, mas quer ir mais longe na qualificação do Serviço Nacional de Saúde (SNS). O próprio Bispo de Setúbal, D. José Ornelas, que esteve na cerimónia, comentou que o SNS “busca a dignidade para todos” e “cabe ao Estado garantir os meios”.

Foi por esta linha que João Teixeira, presidente da CCDR-LVT, apontou que dos mais de 800 milhões de euros do POR Lisboa 2020, “8% foi direcionado para a aúde “ e “grande parte está finalizado em equipamentos hospitalares”, um deles foi o Centro Hospitalar de Setúbal com a aquisição de equipamentos.

O difícil vai ser conseguir mais verba, admite o gestor dos fundos comunitários para a região de Lisboa e Vale do Tejo, isto considerando que houve uma reprogramação para reforçar verbas. “Vai ser difícil, mas vou tentar, tanto para os hospitais como para as unidades de saúde familiar”.

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde diz saber desta dificuldade. Depois de elogiar a dimensão do trabalho que o Hospital de São Bernardo tem realizado junto da sua população alvo – 241 mil habitantes dos concelhos de Setúbal, Palmela e Sesimbra – Francisco Ramos reconheceu que o “nos últimos anos o investimento em saúde não tem sido fácil”. O governante dava a entender que este sector tem sido o parente pobre para os orçamentos de estado, e por isso, “os fundos comunitários têm sido muitas vezes a única resposta”.

No entanto, “nos últimos quatro anos o investimento na saúde subiu 7,5%, mas precisamos de mais e manter esse crescimento nos próximos quatro anos, num trabalho dedicado”.

 

 

 

Câmara de Setúbal pronta para dar mais força ao Serviço Nacional de Saúde

 

Na última reprogramação do POR 2020, diz o presidente da CCDR-LVT que houve um “reforço de 19 milhões de euros para a saúde”, sendo que “17,5 milhões foram para equipamentos hospitalares, 7,5 milhões para unidades de saúde familiar e 4 milhões de euros para cuidados continuados.

João Teixeira lembrou que na sua gestão estão programados 22 centros de saúde sendo que uns estão já construídos e outros a caminho de obra. Destes centros, três deles serão em Setúbal, complementou o vice-presidente da Câmara sadina.

Manuel Pisco, que apontou o Hospital de São Bernardo como um dos expoentes do desenvolvimento de Setúbal, afirmou que a autarquia está empenhada em dar continuidade e dar maior pujança ao Serviço Nacional de Saúde, dai apostar na construção de “três centros de saúde até 2021”.

São unidades já protocoladas entre a Câmara e a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo que vai financiar a construção enquanto a autarquia “cede os terrenos”. Trata-se da futura Unidade de Saúde de Santos Nicolau, a Unidade de Saúde de Azeitão e a Unidade de Saúde de Setúbal, edifício que vai acolher a Unidade de Cuidados na Comunidade, a Unidade de Apoio à Gestão e a Unidade de Cuidados Paliativos do ACES.

Fotos de Alex Gaspar

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