Centro Hospitalar de Setúbal avança com hospitalização domiciliária

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O Serviço de Medicina Interna conta desde esta semana com uma equipa de gestão hospitalar multidisciplinar para responder ao acompanhamento de doentes em casa. Este serviço está disponível todos os dias do ano 24 sobre 24 horas

 

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O Centro Hospitalar de Setúbal (CHS) arrancou na segunda-feira com o serviço de hospitalização domiciliária. Consiste num modelo assistencial em que são disponibilizados cuidados de saúde especializados no domicílio dos doentes, sem custos acrescidos para estes.

“É garantido às pessoas que, em casa, têm os mesmos cuidados como se estivesse no hospital”, explicava o presidente do Conselho de Administração do CHS em entrevista a O Setubalense-Diário da Região, em meados do mês passado. Acrescentava Manuel Roque, que com este serviço “há ganhos para as pessoas que podem estar com a família e estão menos expostas às infecções que se podem contrair no ambiente hospitalar.

A implementação desta Unidade de Hospitalização Domiciliária (UHD) direcionado para os utentes, está na responsabilidade do Serviço de Medicina Interna, que conta para o efeito com uma equipa de gestão hospitalar multidisciplinar. Está disponível 24 sobre 24 horas, começa com cinco camas e, progressivamente, “irá até cerca de 20 camas”, avançava na altura o administrador do CHS.

A implementação desta Unidade de Hospitalização Domiciliária (UHD) direcionado para os utentes, está na responsabilidade do Serviço de Medicina Interna, que conta para o efeito com uma equipa de gestão hospitalar multidisciplinar. Está disponível todos os dias do ano 24 sobre 24 horas, “começa com cinco camas e, progressivamente, irá até cerca de 20 camas”, avança o administrador do CHS.

Entretanto, em comunicado, o CHS explica que esta unidade pretende apresentar uma alternativa ao modelo de internamento convencional, proporcionando assistência médica e de enfermagem a doentes agudos, com necessidade de internamento hospitalar, que reúnam um conjunto de critérios que permitam o internamento no domicílio”.

Os doentes alvo deste serviço são aqueles que apresentem um “diagnóstico clínico estabelecido, transitório – doença aguda ou crónica agudizada –, estabilidade clínica e comorbilidades controláveis no domicílio”.

Define ainda o CHS que a residência onde vai ficar o doente “deve possuir condições higiénico-sanitárias básicas de habitabilidade, localizando-se a uma distância do hospital que não comprometa a prestação de cuidados ou a segurança dos doentes”. Os doentes passíveis de internamento domiciliário “devem ser referenciados à Unidade de Hospitalização Domiciliária. Após a referenciação os pedidos serão reavaliados pela equipa do Serviço de Medicina Interna que assumirá a responsabilidade de toda a informação ao doente e/ou seus cuidadores”.

Esclarece ainda  que a admissão “é sempre de carácter voluntário, necessitando da existência de cuidador a tempo inteiro em casos de dependência”.

A hospitalização no domicílio presenta várias vantagens, nomeadamente maior comodidade para o doente, maior recuperação funcional, menor incidência de infeções nosocomiais, libertação de recursos hospitalares e redução dos custos associados ao internamento.

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