Presidente d’Os Pelezinhos’: “Temos jogadores com lugar em equipas do campeonato nacional”

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Com 37 anos comemorados recentemente, o projecto de futebol jovem d’Os Pelezinhos” continua dinâmico e ambicioso. O presidente José Pereira diz que o objectivo é “levar o clube o mais longe possível”

A cumprir o primeiro mandato à frente d‘Os Pelezinhos’, José Pereira quer que o clube de Setúbal continue a crescer. Entre as tardes de trabalho nos campos da Várzea, o presidente e respectivo grupo de trabalho, colocaram em prática várias ideias e têm planos para melhorar as condições num futuro próximo. Em entrevista, faz um balanço positivo da primeira experiência na liderança depois de mais de uma década de serviço.

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Como começou a sua história no clube?
Entrei n’Os Pelezinhos’ através do meu filho, que começou a jogar no clube em 2005 e ficou até 2007. Depois saiu e eu continuei, porque me identifiquei com este clube. Na altura o presidente era o Mário Mestre, que me pediu para dar um apoio, e já lá vão quase 15 anos. Era um clube familiar, onde todos se dão bem uns com os outros. Um ambiente que se mantém. Lembro-me que o meu filho foi muito bem recebido.

Passados 15 anos, vê uma grande evolução?
Principalmente desde que se instalou o sintético vê-se uma grande evolução ao nível do futebol 7. Antigamente eramos um clube mais voltado para o futebol 11, com apenas duas equipas de futebol 7, mas, com o sintético, mais jovens se juntaram a nós.

Quando decidiu candidatar-se à presidência do clube?
Quando o senhor Mário Mestre faleceu, muitas pessoas pediram-me que assumisse a presidência mas eu não me sentia preparado. Estava no clube há muitos anos, mas achava que não era a altura certa. Entretanto continuámos a falar e eu acabei por mudar de ideias e decidi que estava na hora de dar continuidade ao trabalho que tinha sido feito. Estou rodeado de pessoas que me ajudam muito e estou contente com a decisão que tomei.

É o primeiro presidente eleito desde o falecimento de Mário Mestre, que dirigiu o clube durante 13 anos. Sente que é uma herança pesada?
É uma responsabilidade grande, dar continuidade ao trabalho que foi feito, tanto por Mário Mestre como pelos restantes presidentes. Queremos levar o clube o mais longe possível. Recentemente celebrámos 37 anos e é bom ver que o clube cresceu. Não acompanhei a fase da Praça do Brasil, que foi onde ‘Os Pelezinhos’ mais cresceram, mas dá gosto ver o que o clube cresceu nos últimos 15 anos.

Que balanço faz deste mandato?
Um balanço positivo. Conseguimos dar continuidade ao trabalho da anterior direção. Temos mais atletas, a nível de classificações conseguimos levar duas equipas de futebol 7 à próxima fase e no futebol 11 estamos dentro das posições que pretendíamos, do 6º lugar para cima. Os pais dizem que estamos a fazer um bom trabalho. Um dos atletas disse que estava arrependido de não ter vindo para cá mais cedo, e isso dá-nos sempre alento para continuar. Temos aqui bons atletas, alguns com lugar em equipas do campeonato nacional.

Que projetos têm em cima da mesa para o futuro?
O nosso grande projeto é a construção de uma bancada e de mais balneários. Neste momento temos dois balneários, o que é pouco para os atletas que temos. Queremos dar condições aos pais para poderem ver os jogos. Temos também o objetivo de ter uma equipa de seniores, mas não temos espaço. Temos o futebol feminino e os juniores do Vitória a utilizar o campo ao sábado. Os nossos juniores, por exemplo, como estão no campeonato distrital, têm de ceder e pedir campos emprestados. O problema para nós nunca será a falta de atletas. Outro dos grandes objetivos é colocar uma equipa no campeonato nacional e acredito que na próxima época será possível.

Sente mais estes problemas agora, enquanto presidente?
Sim. Queremos dar sempre as melhores condições aos nossos atletas. Como pai, não pensava muito nestas coisas. Os pais não imaginam as horas de trabalho. Estou cá todos os dias da semana, de segunda a segunda.

Em relação à parte financeira, como vive o clube?
Cada época é uma época. Temos alguns patrocínios e as mensalidades que os atletas pagam, que é o que vai conseguindo equilibrar as contas. Só vamos até onde podemos. No clube ninguém é remunerado, à exceção dos treinadores, que recebem um valor simbólico.

Nova bancada, balneários, cromos e outros projectos

Além da bancada e do novo balneário, ‘Os Pelezinhos’ têm nos planos alguns outros projetos para implementar. Um deles é a caderneta de cromos que já circula nos campos da Várzea e, para breve, poderá vir a ser criada uma bolsa para apoiar atletas de famílias desfavorecidas. “Actualmente não há nenhum atleta que não esteja cá por não ter dinheiro. Se não há possibilidades, nós conseguimos sempre ajudar”, garantiu José Pereira, acrescentado que o clube gostaria também de adquirir uma nova viatura para ter mais condições nas deslocações.

Jogador com mais força do que técnica

Ao lado dos relvados da Várzea todos os dias da semana, José Pereira admite que por vezes sente a saudade de jogar. Durante a infância jogou até ao escalão de juvenis, altura em que começou a trabalhar. “Era daqueles jogadores que davam mais pancada”, recordou entre risos. “Na época passada estive inscrito como adjunto. Ainda sinto aquela vontade de ir para dentro do relvado e trabalhar com os miúdos”, conta o presidente.

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