Especialistas procuram respostas para questões sociais na saúde

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Organizado pela Liga dos Amigos do Hospital de São Bernardo, vários especialistas na área da saúde e relação social estiveram em debate. A presidente da Câmara foi uma das personalidades presentes e ergueu armas pelo combate aos estigmas ligados à doença

 

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“Doenças, Doentes, Sociedade e Estigmatização” foi tema de debate que reuniu especialistas e personalidades na matéria na Sala de Sessões do Centro Hospitalar de Setúbal (CHS). A iniciativa partiu da Liga dos Amigos do Hospital de São Bernardo e teve apoio da unidade hospitalar de Setúbal.

O debate que decorreu na passada semana contou com a presença do presidente do Conselho de Administração do CHS, Manuel Roque, da presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira e do presidente da Liga, Cândido Teixeira.

O desejo para que os participantes na iniciativa encontrem “novos caminhos e novas respostas aos constantes desafios que a saúde dos nossos utentes nos coloca no dia-a-dia”.

Por sua vez Maria das Dores Meira começou lamentou que apesar de “vivermos num tempo em que o risco de transmissão da maioria das doenças é nulo, continuamos a assistir a fenómenos negativos na forma como as pessoas com algumas condições de saúde são tratadas o que continua a reflectir esta estigmatização”.

Considera a autarca que “o combate aos estigmas ligados à doença fez já um longo caminho na direcção correcta” embora “ainda falte outro tanto para caminhar”. Na sua opinião, “o que importa é destruir as bases de preconceitos que alimentam estes estigmas” e, nesse sentido, “este debate será certamente mais um contributo para essa desconstrução”, inferiu.

A Contextualização Histórico Filosófica abriu a sessão, onde foram posteriormente abordados dois exemplos de Estigmatização: a Doença Infecciosa e a Contagiosa.

Ao longo do dia debateram-se ainda a Estigmatização da Saúde numa perspectiva Sociológica e também na primeira pessoa através da visão de um cidadão.

A terminar falou-se sobre a ética do relacionamento humano na doença. Coube ao Diretor Clínico do Conselho de Administração do CHS, Nuno Fachada, e ao Diretor do Serviço de Infecciologia do Centro Hospitalar de Setúbal, José Poças encerrarem os trabalhos.

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