Primeiro parque eólico da Europa avança com estruturas construídas em Setúbal

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A primeira plataforma, construída em Espanha, já está a caminho de Viana do Castelo. As outras vão sair da região nos próximos meses. Projecto tem capacidade para “dar luz” a cerca de 60 mil habitações por ano

 

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Uma das três plataformas que compõem o primeiro parque eólico flutuante da Europa continental (projecto “Windfloat Atlantic”) já está a ser transportada para alto mar, para ficar instalada a 20 quilómetros da costa de Viana do Castelo, sendo que as restantes duas, construídas no complexo industrial da Lisnave, em Setúbal, vão seguir o mesmo caminho nos próximos meses.

“Quando estiverem prontas para entrar em fase operacional, as três estruturas flutuantes vão medir 30 metros de altura e terão uma distância de 50 metros entre si”, revelou a EDP, que coordena através da EDP Renováveis o projecto Windfloat Atlantic (WFA), tendo como parceiros a Principle Power, a capital de risco Portugal Ventures e a metalúrgica A. Silva Matos.

Orçado em 125 milhões de euros, o projecto da central eólica ‘offshore’ (no mar) “terá uma capacidade instalada de 25 megawatt (MW), capaz de produzir electricidade suficiente para abastecer cerca de 60 mil habitações por ano”, indicou a EDP em comunicado.

A primeira estrutura, que foi construída no porto de Ferrol, na Galiza, e que ruma a Viana do Castelo – para ficar instalada numa zona em que a profundidade da água alcança os 100 metros –, apresenta a maior turbina eólica ‘offshore’ do mundo assente numa plataforma flutuante. As outras duas construídas pela metalúrgica A. Silva Matos sairão de Setúbal.

“O Windfloat Atlantic inclui tecnologia de ponta que minimiza o impacto ambiental e permite produzir energia eólica em alto mar em águas profundas, como é o caso da costa portuguesa”, lembra a empresa que integra a Windplus, consórcio titular da Utilização do Espaço Marítimo Nacional para a instalação daquele projecto.

Segundo a EDP, este projecto “vai acelerar a implementação comercial de tecnologia inovadora WindFloat, que aproveita a abundância dos recursos eólicos em águas profundas, até agora inacessíveis, constituindo-se um marco importante para o sector, por ser o primeiro parque eólico flutuante semi-submersível do mundo”.

As três turbinas eólicas alicerçadas em estruturas flutuantes, ficarão “presas apenas por correntes ao leito do mar”.

De acordo com o consórcio responsável pelo parque eólico flutuante, o projecto tem também o benefício de não depender das complexas operações que são necessárias para instalar estruturas tradicionais fixas ao fundo do mar, como nos parques eólicos ‘offshore’ tradicionais.

 

Construtora de eólicas montou fábrica na região

A A. Silva Matos, recorde-se, que opera a partir de Sever do Vouga, instalou uma nova fábrica no complexo da Lisnave para a execução dos trabalhos. Presidida por Adelino Silva Matos e fundada pelo pai há 36 anos, é o maior fabricante nacional de torres eólicas, com nove unidades, incluindo uma no Brasil, e 3.500 torres fabricadas na última década. Em 2016, a empresa, que tem 400 funcionários, facturou 50 milhões de euros e agora o objectivo é atingir outros 50 milhões de euros só no sector das torres eólicas em 2020.

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