“Conseguimos atingir o objectivo de consolidar o BE no distrito”

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Em termos de comparação de percentagem, o BE no distrito de Setúbal teve um resultado eleitoral mais firme que no total nacional. Diz a eleita Joana Mortágua, que o partido não perdeu votos nem para o PS nem para o PAN. Para que o distrito siga no bom caminho, considera que o modelo Geringonça pode ser uma boa opção, mas há promessas das quais o BE não abdica

 

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O Bloco de Esquerda manteve, praticamente, a votação no distrito de Setúbal, perde apenas 0,94% que, traduzidos em votos expressos, são cerca de menos 7 mil em urna. Para Joana Mortágua esta não é uma descida significativa e a mesma faz parte do “quadro normal de variação entre legislativas”.

Para a cabeça-de-lista do Bloco no círculo eleitoral do distrito de Setúbal, o importante é que a sua força política conseguiu reeleger os dois mandatos que trazia de 2015, resultado idêntico conseguido na Legislativas 2009, mas com a eleição de Fernando Rosas e de Mariana Aiveca. No caso actual, é Joana Mortágua e Sandra Cunha que, mais uma vez, representam Setúbal na bancada do Bloco.

 

Percentagem do BE no distrito ultrapassa resultado nacional

 

“Era esperado. Tínhamos a expectativa em Setúbal da de manter a eleição dos dois mandatos”, afirma Joana Mortágua. O objectivo foi ainda atingido com a “consolidação do BE no distrito, e ficar acima da média nacional. Isto mantém-se como um traço”, comenta. A nível da média global, o Bloco obteve 9,67% dos votos enquanto que no distrito teve 12,11.

Quanto à subida do Partido Socialista no distrito, que passa de sete para nove deputados, a mulher forte do BE em Setúbal aceita que este resultado é “uma pressão”, mas que “faz sentido”, olhando para o que foi a anterior legislatura. E, tendo em conta que o PSD, CDU e CDS-PP que perderam deputados – o CDS-PP ficou sem representação parlamentar pelo distrito –, insiste que neste contexto “o resultado do Bloco de Esquerda foi satisfatório”; e com “votações muto expressivas em concelhos como Barreiro e Moita”.

Por outro lado, a subida do Partido Socialista e do PAN sem que o BE perca representação parlamentar, “significa que não houve opção de não votar no BE para votar nestes partidos”, conclui.

 

Joana elege três prioridades para o distrito

“A leitura destes resultados são um sinal da consolidação do bloco de esquerda, confiança da população e manutenção de confiança nas duas deputadas”, comenta Joana Mortágua que destaca três prioridades a cumprir no distrito durante o próximo mandato: “resolver a lei dos turnos, reforçar o Serviço Nacional de Saúde e não deixar cair nunca a transição energética.

Agora, o tema quente em cima da mesa é se avança uma segunda versão da Geringonça, ou não. A eleita lembra que a coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, logo na noite das eleições “disse estar disposta para todos os entendimentos parlamentares que permitissem caminhar para os compromissos eleitorais”, e acrescenta que considera que “o país pode ficar melhor com esse entendimento”, mas “cabe ao primeiro-ministro lançar reptos para esses compromissos”.

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