Europa disponível para financiar mar de Setúbal

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O financiamento da economia do mar esteve em debate na Casa da Baía. Há verbas disponíveis para o financiamento de projectos relacionados com a economia do mar, fixados sob o chapéu do Desenvolvimento Local de Base Comunitária

 

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O osso do choco deu origem ao projecto HAchoco que vai ser apresentado no próximo dia 23 de Outubro no auditório da Casa da Baía, em Setúbal. É às 14h30 que a docente e investigadora do Instituto Politécnico de Setúbal Mafalda Guedes, vai falar sobre o flutuador deste molusco marinho apontado como fonte de cálcio para a produção de hidroxiapatite e outros fosfatos de cálcio, materiais com elevado valor acrescentado na indústria biomédica.

Apoiada pela Docapesca e da Makro, esta é mais uma sessão do Mar à Conversa promovida pela Câmara de Setúbal, no âmbito das actividades lúdico-pedagógicas da marca Setúbal Terra de Peixe. Um ciclo que na passada semana trouxe também à Casa da Baía a directora-executiva da ADREPES – Associação para o Desenvolvimento Regional da Península de Setúbal.

Natália Henriques falou sobre os fundos disponíveis para o financiamento de projectos relacionados com a economia do mar, fixados sob o chapéu do Desenvolvimento Local de Base Comunitária (DLBC).

Trata-se de um programa que utiliza fundos comunitários do Portugal 2020 em projectos de cariz local, envolvendo entidades públicas e privadas, com o objectivo de dar respostas aos problemas de pobreza ou exclusão social em territórios desfavorecidos, economicamente fragilizados ou de baixa densidade populacional e localizados em áreas urbanas ou costeiras.

Sobre o “Financiamento da Economia do Mar na Península de Setúbal através do Desenvolvimento Local de Base Comunitária”, a analista financeira focou o regime de apoio GAL ADEPRES Costeiro, que direccionado para acções que incidam nas áreas da inovação do espaço marítimo, da qualificação escolar e profissional relacionada com o meio aquático, da promoção de planos de mar e da preservação, conservação e valorização dos elementos patrimoniais e dos recursos naturais e paisagísticos.

As tipologias das acções a apoiar pela GAL ADREPES Costeiro, com duas dezenas de parceiros ligados ao sector da pesca, incluem, ainda, projectos de reforço da competitividade da pesca, de reforço da competitividade do turismo, de promoção de produtos locais de qualidade e de melhoria dos circuitos curtos de bens alimentares.

Em relação a iniciativas implementadas no terreno e apoiadas pela ADREPES, no âmbito do Eixo 4 do PROMAR, anterior programa de financiamento, substituído, entretanto, pelo Mar 2020, Natália Henriques exemplificou com o “Cabaz de Peixe”, projecto que faz cerca de seis dezenas de cabazes de peixe por semana, com três quilos cada.

Com um custo de 20 euros e entregue em dias e locais específicos, o “Cabaz de Peixe” envolve a comunidade piscatória com os consumidores, que compram um produto de origem local a um preço mais reduzido.

A ArtesanalPesca, cooperativa de Armadores de Pesca, com o objectivo de valorizar os produtos do mar capturados pelos pescadores artesanais de Sesimbra, e a marca O Melhor Peixe do Mundo, com venda de pescado exclusivamente através de métodos não intrusivos para o ambiente, são outros dos projectos apoiados pela ADREPES, na qualidade de entidade privada, sem fins lucrativos, criada em 2001 com o objetivo de promover o desenvolvimento rural, costeiro e urbano da região.

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