Dia do Peixe envolve restauração local na protecção dos oceanos

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Ementa especial adoptada por 12 restaurantes incluiu peixe de Setúbal para recordar a importância de proteger espécies, rio e mar

 

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Setúbal foi a cidade de eleição para a realização do primeiro Fish Day [na tradução livre Dia do Peixe] em Portugal. Uma iniciativa organizada pela ANP – Associação Natureza Portugal, representante nacional da WWF – World Wildlife Fund, que assenta no objectivo chave “Peixe e Marisco Sustentável para a Natureza e para as Pessoas”.

Realizado também com o apoio da Câmara Municipal de Setúbal, o Dia do Peixe contou com o envolvimento de vários restaurantes da cidade, entre os quais A Casa do Peixe, Casa do Mar, Martróia, Novo 10, O Miguel, Rebarca, Restaurante Miami, Ribeirinha do Sado, Sangue na Guelra, Tasca da Fatinha, Tasca Xico da Cana e Tasca Kefish.

Os espaços bem conhecidos por setubalenses e visitantes, que procuram as iguarias da gastronomia da região adoptaram a “Ementa Fish Day”, especialmente concebida para este dia tendo por base “a utilização de produtos locais de forma sustentada”, segundo avança Ângela Morgado, CEO da WWF – Associação Natureza Portugal.

“Uma forma de consciencializar a população para o consumo responsável de peixe, tendo m conta espécies locais e origem certificada. Um meio para proteger espécies em riscos e garantir também a sustentabilidade e protecção dos oceanos”.

No decorrer da iniciática, a presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, reiterou “o grande de responsabilidade” com que a cidade recebeu a iniciativa, esta sexta-feira.

Para a autarca, estão criadas as melhores condições para que seja possível “continuar a cooperar e a valorizar Setúbal como terra de peixe e de pesca que é, sempre com a preocupação de garantir a sustentabilidade”, numa actividade profissional como a pesca, “que ocupa importante lugar no concelho”.

 

Novo olhar sobre o mar até 2020

 

A iniciativa Fish Day é incorporada no projeto Fish Forward, co-financiado pela União Europeia, que sensibiliza para o consumo sustentável de produtos do mar, ao mesmo tempo que propõe a alteração de comportamentos de consumidores e empresas na Europa, com base numa maior consciencialização e maior conhecimento das implicações que o consumo e o fornecimento de pescado têm sobre as pessoas e os oceanos nos países em desenvolvimento.

Os objectivos passam por garantir, até 2020, que consumidores e empresas assumam a responsabilidade da escolha de produtos do mar sustentáveis, para, assim, contribuírem activamente para o desenvolvimento sustentável, bem como para a mitigação e adaptação às alterações climáticas.

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