CDS em campanha no Barreiro entre passageiros apressados para o barco

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Assunção Cristas esteve depois em Setúbal, na Praça do Bocage, em directo para a rádio

 

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Assunção Cristas atravessou ontem o Tejo de barco, apareceu vestida em tons avermelhados na estação fluvial do Barreiro, zona tradicionalmente de esquerda, para distribuir panfletos do CDS a defender a abertura da travessia a operadores.

Foram cerca de 30 minutos de campanha para as legislativas, em que, no final da hora de ponta, entre 08:45 e as 09:15, a líder do CDS andou a distribuir panfletos azuis a favor do alargamento do Metro até Almada e pela abertura da travessia do Tejo a novos operadores, acompanhada pelo cabeça de lista de Setúbal e líder parlamentar, Nuno Magalhães.

Cristas e Magalhães esforçavam-se por entregar os panfletos a quem, em passo de corrida ou até a correr, tentava apanhar o próximo barco para Lisboa. No meio da azáfama, uns recebiam o papel, outros, menos, recusavam, e poucos foram os que ficaram à conversa.

E essa azáfama, causada por as pessoas terem medo de perder os barcos, que se atrasam, relaciona-se, segundo a líder centrista, com o principal problema deste serviço de transporte que liga Barreiro e Lisboa: “O que existe é mau e não satisfaz as pessoas das duas margens do rio.”

Daí que o CDS proponha, no seu programa eleitoral, a abertura a novos operadores da travessia do Tejo, que é agora assegurada pela Transtejo e Soflusa.

Assunção Cristas cita “relatos muito críticos” por causa dos atrasos nos barcos e lembra o caso de uma pessoa que, há alguns meses, se queixou de ter perdido “uma oportunidade de trabalho” porque vivia no Barreiro e o patrão lhe disse que não podia “arriscar faltas ao trabalho” não se conseguisse atravessar o Tejo.

O que o CDS está a exigir, afirmou, é que o Governo “faça investimentos para que estes serviços funcionem em benefício das populações”, afirmando que a abertura da travessia do Tejo a novos operadores “poderá ter um grande benefício das pessoas”.

Sejam empresas privadas ou públicas, admitiu, o “mais importante” para as pessoas “é que tenham o serviço”.

“O problema é quando as pessoas não têm [o serviço] e o que existe é mau e não satisfaz as pessoas das duas margens do rio”, afirmou.

Eram cerca das 09:15, e cada vez menos pessoas saiam dos autocarros e dos comboios e a caravana de Cristas já se preparava para sair, em direção a Setúbal, para a líder centrista participar no Fórum TSF, que foi emitido em directo, a partir da Praça do Bocage.

Lusa

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