Dores Meira afirma que Casa das Quatro Cabeças está funcional dentro de um mês

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Cerca de seis anos depois de ter começado o processo das obras de recuperação da Casa das Quatro Cabeças, esta deverá começar a funcionar dentro de um mês, assim o diz a presidente da Câmara de Setúbal, e a oposição espera que assim seja

 

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A Casa das Quatro Cabeças, um dos edifícios históricos da cidade de Setúbal, deverá estar a funcionar “dentro de um mês”, disse na última reunião de Câmara a presidente Maria das Dores Meira.

A autarca comunista respondia assim à questão levantada pelo vereador socialista Paulo Lopes que questionava se as obras neste edifício classificado de interesse municipal desde 1977 já estavam concluídas, uma vez que o processo começou em 2012 aquando da primeira proposta de expropriação.

Localizada no típico Bairro do Troino, na Rua Fran Paxeco, o edifício foi requalificado pela autarquia, sujeito a um investimento superior a 369 mil euros, para uma obra que implicou a recuperação de raiz de todo o interior, e restauro da fachada. Ainda antes, este edifício dos finais do século XV foi investigado por uma equipa de arqueólogos da Câmara de Setúbal.

“Foi um processo de obra complicado que obrigou a expropriações”, e outras diligências que “vieram a atrasar a obra”, lembrou a presidente. Uma das situações que obrigou a parar a obra foi explicada por Maria das Dores Meira, ainda em 2016, tratou-se da necessária autorização do Tribunal de Contas uma vez que a requalificação, financiada por fundos comunitários, ultrapassava os 360 mil euros.

Segundo Maria das Dores Meira, depois de processos de certificação da obra – alguns que demoraram mais tempo que o previsto, caso da inspecção à instalação eléctrica – e adquirido o mobiliário, falta apenas “rentabilizar o último andar que tem apenas um quarto”.

Quanto à ocupação do edifício, a autarca disse que o mesmo vai funcionar como reforço da Casa da Juventude – que “está sempre cheia” – para “receber alunos do Erasmus durante cerca dois a três meses”. Uma condição que terá surpreendido o vereador Paulo Lopes.

A O SETUBALENSE – DIÁRIO DA REGIÃO, o vereador socialista lembra que o regulamento de funcionamento da Casa das Quatro Cabeças previa que esta fosse uma bolsa temporária de alojamento para proprietários ou arrendatários cujas habitações estivessem a ser reabilitadas, durante o tempo de obra. “Isto é o que diz o regulamento, desconhecíamos a possibilidade de uso para estudantes”.

Sobre esta “nova possibilidade” o vereador não comenta, apenas espera que este edifício histórico esteja, de facto, funcional dentro de um mês como disse a presidente Maria das Dores Meira. “Em 2017 foi dito o mesmo, e isso aconteceu por duas vezes. Espero que à terceira seja de vez”.

Fotos Mário Romão

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