Porto de Setúbal recupera fôlego em 2019 com terminal ro-ro

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89 mil viaturas movimentadas no terminal roll on-roll off representam um crescimento de 18% na carga contentoriza do do porto de Setúbal

 

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O Porto de Setúbal fechou o primeiro trimestre do ano com um crescimento da actividade comercial em 5%, face ao período homólogo de 2018 e um aumento dos navios que escalaram no porto, em mais 4,2%. Segundo a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS) este resultado representa “o movimento total de 1,7 milhões de toneladas, das quais mais de metade de exportação”.

Em análise, a APSS expõe ainda que “este desempenho positivo deve-se ao crescimento verificado na carga roll-on roll-off com mais de 89 mil viaturas”, representando mais 18% na carga contentorizada, com 38 mil TEU movimentados.

Na carga fraccionada, “sobretudo por produtos metalúrgicos”, o crescimento foi de cerca de 13%. Quanto aos granéis líquidos o crescimento foi o mais significativo com um crescimento exponencial de 116,5%, devido ao aumento do transporte de produtos petrolíferos. Já os terminais de serviço público apresentam um crescimento global de 14%, equivalentes a “cerca de 70% do volume movimentado no porto”. Valor que representa “sinais de boa recuperação face ao final de 2018”.

Em recente entrevista a O SETUBALENSE-DIÁRIO DA REGIÃO, Lídia Sequeira, presidente da APSS referiu o crescimento apresentado pelo porto desde o início do ano, com Fevereiro/Março a apresentar uma previsão de 3,5%. Findo o trimestre as espectativas foram superadas, depois de um fecho, no final de 2018, com uma quebra superior a 6%, devido às greves realizadas pelos estivadores, em reivindicação à Oprestiva pela celebração de um contrato colectivo de trabalho. A par desta situação a perda linhas frequentes representou também uma quebra na movimentação de carga e consequentemente do trabalho contrato, o que contribuiu a para a precariedade laboral.

Lídia Sequeira destaca que “o Porto de Setúbal reinventou-se e tem dedicado a sua actividade ao movimento de carga contentorizada que, hoje, pode ser tudo o que imaginarmos”, revela a presidente da APSS. “Temos aço, estilha para a fabricação de pasta de papel na Navigator, produtos alimentares. E o mais inimaginável há anos atrás: pedra”.

A par do crescimento deste trimestre a APSS pretende também impulsionar o futuro do porto através do projecto de melhoria das acessibilidades marítimas, assim como através de melhores acessibilidades terrestres, com aquilo que seria a real descoberta das potencialidades do comboio” desafia Lídia Sequeira, “através de uma ferroviária que incluísse não Sines-Évora-Caia, mas sim Setúbal-Sines-Évora-Caia”, conclui a presidente.

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