Costa promete adaptar frotas ao aumento da procura

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Só em cinco concursos para melhorar a rede de transportes o ministro do Ambiente contabiliza 705 milhões de euros.  Por sua vez a Fertagus diz que precisa de mais comboios e afirma estar a trabalhar para dar mais comodidade aos passageiros

 

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O novo título Navegante obrigou ao entendimento entre municípios e Governo, e só da parte das 18 autarquias da Área Metropolitana de Lisboa foi necessário um contributo de “30 milhões de euros”, directamente dos orçamentos municipais. “Uma revolução”, diz o presidente da Área Metropolitana de Lisboa, Fernando Medina.

O também presidente da Câmara Municipal de Lisboa lembra que este passe único envolve uma área de 3 mil quilómetros quadrados e mais de 2,7 milhões de pessoas. Outro indicador que Medina aponta são os “mais 70 mil passes vendidos em Março comparativamente ao mesmo mês do ano passado”. A isto acrescenta que o novo sistema vai “aumentar a rede de transportes públicos em 20%”.

São dados que deixam adivinhar um acréscimo na procura de transportes públicos versus viatura particular. Mudança de paradigma que o primeiro ministro não só espera que aconteça, como diz estar preparado. “Haverá um período de ajustamento”, e deixa a garantia de que está em cima da mesa o “reforço da oferta para responder à procura”.

António Costa, que no dia 1 de Abril viajou entre o concelho de Mafra e Setúbal, acompanhado por uma comitiva de autarcas e governantes, afirmou a O SETUBALENSE – DIÁRIO DA REGIÃO que a esperada nova relação com o transporte colectivo “tem estado a ser acautelada. E há vários investimentos em curso”.

Os novos tarifários dos passes sociais, para além do esforço das autarquias, decorrem do Programa de Apoio à Redução de Tarifário dos Transportes Públicos que conta com 104 milhões de euros de euros do Fundo Ambiental. Verba que resulta de uma derrapagem a partir dos 80 milhões de euros. A este investimento pela descarbonização, que o ministro do Ambiente quer que tenha efeito para “chegar a 2030 com menos 40% de emissões nos transportes públicos”, há que adicionar o investimento no reforço dos transportes colectivos.

O primeiro ministro, António Costa, fala na aquisição de 14 novas composições para o Metro de Lisboa e 18 para o do Porto, mais 22 comboios da CP e 10 novos navios para atravessar o Tejo. A isto o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, faz contas aos “cinco concursos” para melhorias de rede e aquisição de transportes e chega aos 750 milhões de euros”. Sendo “cerca de 100 milhões de euros” destinados à aquisição de autocarros com “elevada performance ambiental”.

Destes autocarros, um deles a funcionar a gás natural já foi entregue à Transportes Colectivos do Barreiro, havendo a garantia do Governo que irá renovar a frota dos 69 autocarros municipais com vista à descarbonização. E o mesmo está a acontecer paulatinamente com os autocarros da carris.

Entretanto João Pedro Matos Fernandes, avança que para além da política de aquisição de transportes está em curso uma política de gestão física de cada meio. Ou seja, para além de existirem “cuidados específicos” com as unidades mais velhas, das 15 composições que o Metro de Lisboa tinha paradas, agora só estão duas, quanto à frota da Soflusa e Trastejo, diz o ministro que cada tem uma parada de prevenção.

 

Fertagus prepara frota para dar mais comodidade aos clientes

 

Este mesmo tipo de gestão está a ser seguido pela Fertagus, das 18 composições do comboio da ponte, 17 estão em circulação. Mas se o aumento de passageiros se verificar, “é preciso mais comboios”, afirma Humberto Pedrosa líder do Grupo Barraqueiro e administrador da Fertagus.

Mas sobre a aquisição de mais material circulante, parece que a empresa espera por alguma indicação do Governo, é o que dá a entender Humberto Pedrosa quando O SETUBALENSE-DIÁRIO DA REGIÃO questionou. “Tem de perguntar ao sr. Primeiro-ministro”.

Entretanto, a administradora da Fertagus, Cristina Dourado, revelou que a empresa “está a estudar novos horários” e “reforçar” a ligação de Setúbal na hora de almoço e antecipar a hora de ponta de manhã e de tarde.

Outra alteração está prevista para o espaço interior das carruagens a contar com o maior fluxo de pessoas, mais significativo a partir de Coina. “Queremos melhorar a comodidade das pessoas. Estamos a estudar com o IMT a possibilidade de acrescentar uma carruagem e criar uma zona mais ampla nos comboios”, avança.

Pela mesma circunstância do esperado aumento de passageiros, a Fertagus, depois de ter aumentado a área de estacionamento em Coina, está agora com a IP a estudar o acréscimo de lugares no parque de Foros da Amora.

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