Turismo dispara nos concelhos abraçados pela Arrábida

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A zona da Arrábida, registou 615 mil dormidas em 2017

A Entidade Regional de Turismo de Lisboa previu que este ano os concelhos de Setúbal, Sesimbra e Palmela receberiam 530 mil dormidas na hotelaria, mas este número foi ultrapassado logo em 2017. Foram dados apresentados na “1.ª Meia Jornada Agenda Arrábida Sado”

 

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A estratégia concebida para atrair turistas aos 18 municípios da Área Metropolitana de Lisboa revelou-se “um sucesso”, afirma Jorge Humberto da Entidade Regional de Turismo de Lisboa (ERT-RL). Os números apurados em 2018 registaram “17.3 milhões de dormidas na hotelaria”, o que significa um crescimento “que não esperávamos”.

Este aumento de procura turística terá certamente impacto nos três municípios abraçados pela Serra da Arrábida quando forem apurados os resultados referentes ao ano passado. Neste momento os números disponíveis são de 2017 e os concelhos de Setúbal, Sesimbra e Palmela somaram 615 mil dormidas em hotelaria. “É relevante”, afirma Jorge Humberto.

Para o responsável pela Qualificação Estratégica da ERT-RL, que falava durante a “1.ª Meia Jornada Agenda Arrábida Sado”, organizada pelo jornal O Setubalense – Diário da Região e Universidade de Évora, este número “superou as espectativas”. Estratificando: Setúbal teve 300 mil dormidas na hotelaria, Sesimbra 200 mil e Palmela 100 mil.

Com base nestes números, Jorge Humberto considera que a Arrábida “já não está no campeonato do potencial, mas sim do real”, e revela que a previsão feita pela Entidade de Turismo em 2014 indicava que em 2019 estes três concelhos iriam captar “530 mil dormidas na hotelaria” mas só observando 2017, “estamos com 100 dormidas a mais do que imaginámos ser possível”. Relevante, infere, é que a previsão era “ambiciosa, mas a realidade ultrapassou a ambição”.

Mesmo com os resultados a “superarem as melhores expectativas”, Jorge Humberto alerta que é necessário diversificar a oferta para responder ao aumento da procura por parte dos turistas nacionais e estrangeiros. “Há uma pedra no caminho. Se não aproveitarmos o crescimento da procura de turistas é incompetência”.

Para a Arrábida competir a nível nacional e internacional “precisamos de mais conteúdos”, diz este estratégico do sector turístico que defende uma “maior diversidade” na oferta de produtos característicos da região, como caminhadas na serra, circuitos de enoturismo e a observação de golfinhos. E apontou como bom exemplo a recuperação do Convento de São Paulo de Aferrara pela Associação de Municípios da Região de Setúbal, onde se realizou a “1.ª Meia Jornada Agenda Arrábida Sado”. Trata-se de um património do município sadino, na linha da falda da Serra dos Gaiteiros, que esteve em ruínas durante meio século e que se transformou, desde há dois anos, numa nova oferta no Parque Natural da Arrábida.

 

 

Alinhamento da Fertagus no Lisboa Card vai trazer mais turistas à Arrábida

Para Jorge Humberto, da Entidade Regional de Turismo de Lisboa, o novo sistema de passe social que entra em vigor já em Abril, pode ser mais um incentivo para a circulação de turistas dentro da Área Metropolitana de Lisboa e, nomeadamente, trazê-los à Arrábida.

“Estamos a desenvolver outra ideia no âmbito do Lisboa Card que este ano vai incluir os comboios da Fertagus. A partir de Abril o turista pode visitar a Arrábida sem mais custos”, avança.

Considerando que no ano passado o Aeroporto de Lisboa recebeu 29 milhões de chegadas e que à capital chegaram em cruzeiros 577 pessoas, o responsável da (ERT-RL) vê no Up Lisboa associado ao funcionamento do Card um músculo para trazer ainda mais turistas à Arrábida.

Para atingir este objectivo, considera fundamental “apoiar a comercialização e venda por parte das empresas para que façam experiências na Arrábida. O que conta é o que se comercializa e vende, caso contrário não vamos ter empresas competitivas para oferecerem conteúdos turísticos na Arrábida”. Para isso, “temos de ter mais oferta. Sintra é nossa concorrente e tem mais oferta”, afirma.

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