Carta Social planeia abranger 8 mil munícipes

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A autarquia do Seixal diz estar já hoje conhecedora das carências sociais da população do município. Sabe a quantos utentes vai ter de chegar durante uma década, quais as suas necessidade e quantos equipamentos construir

 

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A Carta Social Municipal do Seixal está desenhada com um horizonte a 10 anos e pretende abranger 7 861 utentes nas diferentes tipologias de resposta social. Apresentada na passada sexta-feira pela vereadora responsável pelo Desenvolvimento Social, Manuela Calado, a Carta visa criar, também no espaço de uma década, um total de 141 respostas sociais, entre elas, creche, lar de idosos, centro de atividades ocupacionais.

Os dados apresentados pela autarquia sobre o horizonte desta ferramenta social consideram alcançar 60 crianças e jovens em risco, 3 880 idosos, 329 pessoas em situação de dependência, 172 pessoas com dependência e 1 681 utentes na área família e comunidade.

A elaboração deste instrumento de planeamento local, “assente num diagnóstico social e numa programação prospetiva”, como refere o documento, “elenca e programa 25 respostas sociais tipificadas, bem como um conjunto de dispositivos complementares” direccionados para o seu público alvo.

Com um conjunto de dados que identificam as necessidades dos munícipes, a autarquia no quadro de equipamentos existentes, como os que serão construídos futuramente, considera que estes devem ser de “acesso universal a todos que deles carecem, independentemente dos rendimentos familiares, e respondam com elevados níveis de eficácia e eficiência”.

 

 

Dois novos lares para idosos

aguardam Segurança Social

 

 

Entretanto a vereadora Manuel Calado veio afirmar que a construção de novos lares é uma das prioridades identificadas neste documento, até porque o concelho com 170 mil habitantes “tem apenas dois lares”.

Outro factor é que num concelho com a população “cada vez mais envelhecida e sem capacidade financeira para pagar uma instituição particular, é necessário ter uma instituição de solidariedade social que possa prestar esse serviço. É uma necessidade já para ontem”, afirma.

Perante este cenário, Manuela Calado considera importante olhar a curto prazo para a construção de “dois novos lares”, os quais já têm projecto e elaborados e terreno cxedio pela autarquia. Por ora, “estamos a aguardar abertura de financiamento por parte da Segurança Social”, diz.

 

 

Planeamento aponta para

65 milhões de euros de investimento

 

 

No plano de estruturas a criar definidas na Carta Social está também identificado como prioridade a criação de uma instituição de apoio a pessoas com deficiência. No concelho “não existe uma instituição que possa dar essa resposta”, aponta a vereadora em declarações à Lusa.

“Não temos uma instituição que tenha um serviço de atendimento ou um lar que possa recolher os jovens que querem ser autónomos e têm esse direito. Temos famílias com problemas sociais graves e pais com filhos adultos que não têm resposta e que até pensam como é que eles vão sobreviver quando cá não estiverem”, comenta.

Acrescenta a vereadora do Desenvolvimento Social que para dar resposta às necessidades do seu público alvo é necessário um investimento de “65 milhões de euros”. Mas se a autarquia “disponibiliza terreno”, cabe ao Estado Central decidir “viabilizar a construção de equipamentos que dependem da abertura de programas de financiamento”, assim como garantir a “sustentabilidade do seu funcionamento”, através da celebração de acordos com a Segurança Social e outros organismos da tutela.

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