Pedro Espanhol foi o escolhido pelo júri

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Foram a concurso 35 obras, todos os autores receberam diplomas de participação

 

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O pintor Pedro Espanhol foi o vencedor do Prémio ARTES 2019, enquanto Pé-Leve Bogdan Didé e António Ventura fizeram jus a menções honrosas. A cerimónia decorreu no passado sábado, no cinema S. Vicente, em Paio Pires. Este ano, o mencionado prémio, que vai na sua 15.ª edição, foi consagrado à pintura.

Pedro Espanhol viu a luz do dia em Cascais, corria o ano de 1980.
Formado em Artes Plásticas pela ESAD das Caldas da Rainha, é dono e professor do Atelier de Artes Visuais Pedro Espanhol, no Barreiro. Dizem os especialistas que o “seu trabalho balanceia entre as aventuras individuais e os temas colectivos. Do primitivo ao civilizacional. Da tragédia à comédia. Personagens que povoam um mundo ficcional e anacrónico. É criado um orbe que caminha paralelo à realidade, espelhando-a e cruzando-se com ela. Fortemente influenciado pela tradição Portuguesa de sátira Social, ao jeito de Bocage ou Bordalo Pinheiro”.

Falando de improviso, a vereadora Manuela Calado elogiou a associação promotora do concurso, que “assim impulsiona a divulgação da cultura, nomeadamente, das artes plásticas” e saudou todos os que apresentaram trabalhos, “acto demonstrativo, só por si, do seu espírito ganhador”.

Perante um salão cheio, Umbelina Ribeiro, presidente da ARTES, agradeceu a “todos os que, através da sua comparticipação, possibilitaram a realização do Prémio ARTES/2019,  nomeadamente à Câmara Municipal do Seixal, à Junta de Freguesia de Amora e à União das Freguesias do Seixal, Arrentela e Paio Pires”, Agradeceu, ainda, “aos artistas plásticos participantes, pelo seu esforço, investimento e imaginação; aos membros do júri, que durante uma tarde analisaram e avaliaram as obras a concurso; e aos artistas e grupos artísticos que, amavelmente, se disponibilizaram a actuar nesta festa de entrega de prémios”.

A arte sempre foi pouco enaltecida

Umbelina aproveitou a “ocasião para enfatizar todo o esforço que, no nosso concelho, está a ser feito para engrandecer as artes, pelas autarquias, como é óbvio, mas também por todas as organizações que, através de um esforço imparável, impulsionam a actividade da música instrumental, a dança, o canto, e, naturalmente, as artes plásticas, entre outras. Por isso, peço uma grande salva de palmas para todos os que trabalham para engrandecer a nossa terra, aqui na actividade artística”.

A presidente da ARTES realçou que o objectivo do concurso foi, entre outros, “estimular os artistas e criar apreciadores”. Por outro lado, não pode “dizer que levar a cabo uma actividade desta índole seja fácil de construir. A arte é, e sempre foi, um campo pouco enaltecido. Por isso, encontrar quem valorize financeiramente eventos como o presente é extremamente difícil. Só nos restou, então, e como sempre, o apoio de autarquias locais e de duas empresas particulares do concelho”.

Umbelina Ribeiro, frisou que, “ano após ano, os trabalhos apresentam uma qualidade superior, o que dificulta, naturalmente, a escolha dos premiados. De facto, seria um gosto para nós que todos ganhassem, pois todos investiram seriamente na realização dos seus trabalhos. Todavia, só há um primeiro prémio, e os critérios e as decisões pertencem aos elementos do júri”.

A cantora Elisabete, os bailarinos Matilde e Pedro Fonseca, o grupo de dança contemporânea Terpsi, a escola de Música do Independente Torrense e o Coro Polifónico da Unisseixal, proporcionam aos presentes momentos de encantamento enquanto a cerimónia foi decorrendo.

Por José Augusto

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