Santiago do Cacém recria vida do comércio local do século XIX

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Rua das Lojas marcou uma época na cidade. A autarquia recupera agora um quotidiano passado, convidando a um passeio pela memória e história de uma das principais artérias da localidade

 

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As memórias associadas ao quotidiano do comércio tradicional da emblemática Rua das Lojas, na cidade de Santiago do Cacém, vão ser recuperadas, a partir deste sábado, 7, com a inauguração de uma exposição e uma recriação histórica.

A iniciativa, promovida pela Câmara Municipal de Santiago do Cacém, tem como objectivo “recuperar a memória de uma importante área comercial” da cidade alentejana que, a partir do século XIX, “recebeu os primeiros cafés, que ofereciam à vila um certo charme cosmopolita”.

“A história da rua [das lojas] confunde-se com o desenvolvimento do comércio local”, explica o município, em comunicado, recordando a “diversidade” dos antigos espaços comerciais, como a alfaiataria, ourivesaria-relojoaria, albardeiro-correeiro, mercearias e retrosarias, entre muitas outras.

Segundo a autarquia, em meados do século XX, a área “fervilhava de actividade, com várias lojas abertas ao público, promovendo a animação diária da zona” que, com o desenvolvimento urbano “criado a partir do 1.º plano geral de urbanização” acabou por “dispersar o comércio pelos novos arruamentos, mais largos e populares”.

No sábado, o município inaugura, às 15h00, a exposição “De São Sebastião às Portelas – Memórias da Rua das Lojas” e convida “para um passeio pela memória e a história” de uma das artérias principais da cidade do litoral alentejano, onde serão expostas imagens que “guardaram para sempre o quotidiano do comércio tradicional e de quem ali habitou”.

Fotos em montras e lojas abertas

Desde o Largo 25 de Abril, passando pela rua General Humberto Delgado e pela rua dos Combatentes da Grande Guerra, em Santiago do Cacém, nas montras dos estabelecimentos comerciais, serão expostas fotografias das lojas que ocupavam os actuais espaços ou de antigos moradores da Rua das Lojas.

Além da exposição, que vai estar patente até 7 de Janeiro de 2020, e que inclui ainda “algumas das alterações urbanísticas” introduzidas com o passar dos anos, será recriado o ambiente que se vivia nesta rua, na primeira metade do século XX, com um programa de animação que prevê a actuação de cante alentejano e espectáculos musicais.

Pelas artérias vão “espalhar-se” bancas de venda de pão, alcomonias, pinhoadas, mel e enchidos, flores, fruta, latoaria, objectos de cabedal e cortiça, bonecos com trajes típicos do litoral alentejano, bolachas, vidros e barros pintados, carros antigos e castanha assada.

Aos visitantes serão oferecidos postais, pelo Arquivo Municipal de Santiago do Cacém, e as lojas estarão abertas durante toda a tarde.

Lusa

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