Novo centro de saúde de Pinhal Novo inaugurado com presença da ministra

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Marta Temido foi recebida com uma faixa onde se podia ler “Vale a pena lutar/médico de família para todos”

 

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“Valeu a pena lutar” foi a mensagem deixada por uma dezena de pessoas, na manhã desta segunda-feira, dia histórico para o Pinhal Novo, em que a ministra da Saúde, Marta Temido, inaugurou a nova Unidade de Saúde Familiar (USF), no lado sul da vila.

A população e os autarcas marcaram presença para receber a ministra e vários deputados da Assembleia da República num evento de enorme simbologia para o Pinhal Novo, que depois de uma luta de mais de 20 anos conseguiu concretizar o sonho de ter uma nova unidade de saúde com capacidade para servir mais de 15 mil utentes.

Marta Temido destacou o “trabalho de parceria” que foi “uma aposta para garantir os bons cuidados de saúde”. A ministra definiu como objectivo “concluir o Plano Nacional de Saúde, que é o instrumento base do trabalho mais amplo e estratégico da acção governativa”.

Também o presidente da Câmara de Palmela, depois de lembrar “mais de duas décadas de lutas”, com a autarquia a mostrar “disponibilidade para encontrar a solução”. O edil de Palmela destacou “a cedência do terreno, o pagamento do projecto”, numa “parceria forte com o Ministério da Saúde, que permitiu a concretização deste sonho, que goza de boa saúde”. O presidente palmelense defendeu que “este concelho é o maior da AML e merece uma discriminação positiva por parte da tutela” e apelou “ao cumprimento dos rácios” porque “a única alternativa ao SNS é mais serviço nacional de saúde com mais profissionais”.

O edil concluiu realçando que “este equipamento valoriza o SNS” e formulou o desejo que “seja o início de mais e melhor saúde para o concelho de Palmela”.

Ana Mafalda, coordenadora da nova Unidade de Saúde, associou a inauguração “ao verbo celebrar para servir 15 mil utentes” e disse que “é uma forma de celebrarmos os 40 anos do Serviço Nacional de Saúde”.

Preparada para servir mais de 15 mil utentes

A USF, localizada na Rua Manuel Veríssimo da Silva, envolve uma enorme simbologia para os pinhalnovenses, pois lembra “o médico do povo”, e já se encontra a funcionar desde o dia 25 de Novembro, de segunda a sexta-feira, entre as 8h00 e as 20h00.

A nova unidade de saúde tem uma equipa seis médicos, seis enfermeiros, quatro assistentes técnicos e um assistente operacional. O equipamento está dotado de 12 gabinetes de consulta, três de enfermagem e duas salas de tratamento e está preparada para servir 10.904 utentes da freguesia de Pinhal Novo.

A obra, da responsabilidade da ARSLVT, no valor de 1,2 milhões de euros foi co-financiada em 50% pelo FEDER, no âmbito do Portugal 2020, através de uma candidatura apresentada pelo município.

Para já vai servir cerca de 11 mil utentes, mas a capacidade instalada pode aumentar esse número até aos 15 mil.

A inauguração contou também com representantes da empresa construtora, a Tecnorém, que garante a qualidade e funcionalidade da obra. A delegação do grupo empresarial de Ourém, que tem várias empreitadas a decorrer na região de Setúbal, foi chefiada por Carlos Batista, um dos administradores.

 

Álvaro Amaro dedica obra à população e agradece contributos particulares

Comissão de utentes, José Reis, Joaquim Ricardo ou Manuel da Silva são alguns dos nomes referidos pelo autarca que destaca o papel “determinante” da Câmara de Palmela

O presidente da Câmara de Palmela dedica a Unidade de Saúde Familiar “conseguida” para o lado sul de Pinhal Novo à população e faz questão de nomear “um conjunto de pessoas e entidades que deram contributos concretos e importantes” durante os 20 anos de luta pela obra.

Em declarações a O SETUBALENSE – DIÁRIO DA REGIÃO, à margem da cerimónia de inauguração, Álvaro Amaro refere o papel dos membros da Comissão de Utentes da Saúde e nomeia individualmente “José Reis, Joaquim Ricardo e outras pessoas ligadas à Associação de Reformados de Pinhal Novo, Maria Rosa Ricardo, da Associação de Dadores de Sangue, o comandante Fernando Pestana, António Santos, Francisco Arzileiro e Manuel da Silva”.

O autarca recorda que logo na primeira década de luta “houve trabalho institucional da Junta e da Assembleia de Freguesia de Pinhal Novo” e que, “da parte da Câmara de Palmela, foi importante a acção de Ana Teresa Vicente, aquando da cedência do terreno”, assim como “a dinamização por parte de Octávio Machado, enquanto vereador do pelouro da Saúde”.

Álvaro Amaro lembra o papel “determinante” da Câmara de Palmela que, em 2014, com “forte pressão institucional e com a proposta para assumir a execução da obra”, conseguiu “desbloquear o impasse e colocar o processo em andamento decisivo”.

O presidente da Câmara dedica a obra também a João Henriques, conhecido membro do movimento associativo entretanto desaparecido. “Era o João Henriques quem nos levava uma Sopa Caramela nas noites de vigília que fizemos pelo centro de saúde”, conclui Álvaro Amaro.

 

Fátima Brinca

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