Poceirão e Marateca integram zonas desfavorecidas

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Cecília de Sousa lembra que “foi reposta justiça”. Poceirão passou a integrar a lista e a Marateca recuperou o estatuto que havia perdido com a agregação das duas freguesias: Classificação permite discriminação positiva

 

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Antes da reunião da Assembleia Municipal da última quinta-feira, quando foi dada a palavra aos eleitos, a presidente Cecília de Sousa, manifestou a sua satisfação pela “decisão dos territórios do Poceirão e Marateca passarem a integrar a lista de zonas desfavorecidas”.

A presidente da União das Freguesias revelou que “foi reposta a justiça com a integração de Poceirão nesta lista e a reintegração de Marateca, que perdeu esse estatuto com a agregação das freguesias”.

Recorde-se que os presidentes da Câmara e da União de Freguesias, têm manifestado ao longo dos últimos anos o  facto das freguesias rurais não serem consideradas zonas desfavorecidas, denunciando que tal medida “bloqueou o acesso de autarquias e agentes económicos e sociais a medidas de apoio, no âmbito do Plano de Desenvolvimento Rural 2020” e “impediu, por exemplo, pequenos e médios agricultores e explorações familiares de obter apoios majorados nas ajudas ao investimento e indemnizações compensatórias”.

Quer o Poceirão, quer a Marateca, lembrou Álvaro Amaro, “são o grande ‘coração agrícola’ da Península de Setúbal, que cumpre todos os critérios exigíveis para a obtenção destas classificações, e que continua a ver-se prejudicado pela sua localização na Área Metropolitana de Lisboa”.

O presidente palmelense destaca que os territórios de Poceirão e Marateca “foram excluídos de um importante conjunto de medidas de discriminação positiva, que seriam de grande interesse para o seu desenvolvimento e modernização”.

A decisão publicada em Diário da República, destaca o edil de Palmela, “é um sinal positivo mas é necessário continuar a lutar até que esta integração se concretize”.

Também Cecília de Sousa lembrou a vocação rural de Poceirão e Marateca, que “deve ser reconhecida e valorizada, em prol das suas populações e de quem continua a trabalhar e a investir, quer na agricultura de modelo tradicional, quer em projectos inovadores”.

A presidente da União de Freguesias agradeceu às forças políticas que “ajudaram a concretizar esta justa reivindicação”.

 

Eleita do MIM pede suspensão dos trabalhos da bomba

 

Luísa Paulino, eleita do MIM, aproveitou o período antes da ordem de trabalhos, para pedir explicações ao presidente da Câmara, sobre a construção da bomba de gasolina, nas antigas instalações da Serapa e “se houve estudo de enquadramento urbanístico”. A eleita considerou que houve “uma visão curta e oportunista de técnicos que o senhor protege” e pediu “a suspensão dos trabalhos, até porque não há qualquer aviso da obra”.

O presidente Álvaro Amaro considerou a intervenção de Luísa Paulino como “um ataque calunioso” e lembrou que “na contenda política não se pode fazer tudo”, esclarecendo que o “licenciamento da bomba foi dado pela Direcção Geral de Energia”. O edil fez questão de sublinhar que “o cidadão Álvaro Amaro defendeu em 1991, que ali fosse instalada uma universidade” e acrescentou: “Quando fui presidente da Junta de Freguesia do Pinhal Novo dei parecer positivo para o Retail Park com um conjunto de comércio e serviços, que até tinha um posto de combustível”.

Álvaro Amaro criticou o proprietário dos terrenos. “Está a vender aquilo aos pedaços, mas de acordo com a lei não temos outra alternativa se não aprovar”, lamentou. O presidente palmelense não consegue “entender como é que a Infra-estruturas de Portugal aprovam mais uma entrada para a EN 252”.

Ainda recentemente os autarcas alertaram para as graves congestionamentos de trânsito, que acontecem à hora de ponta, de manhã e à tarde, para se entrar e sair de Palmela.

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