Oposição trava 44 mil euros para Península Digital

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A maioria CDU teve que retirar a proposta de apoio financeiro ao projecto Península Digital, verba a ser canalizada para a Associação de Municípios do Distrito de Setúbal. A oposição considerou estarem demasiados euros envolvidos, mas abriu a porta a que fosse apresentada uma proposta reformulada

 

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A Câmara de Palmela avançou com uma proposta que autorizava a transferência de 44.100 euros para pagar à Associação de Municípios da Região de Setúbal (AMRS) a comparticipação do município no projeto Setúbal Península Digital. Mas a oposição considera que é uma despesa suplementar desnecessária e a propostas acabou retirada.

O presidente da Câmara de Palmela, Álvaro Amaro, ainda explicou na sessão de Câmara que “todos os municípios fazem esta transferência sem a levarem a sessão”, mas por “uma questão de transparência sempre trouxemos a proposta” e acrescentou que o executivo “solicitou um estudo com base nos valores de mercado, que considera que os preços praticados pela AMRS são inferiores”.

A proposta refere que o município de Palmela “tem beneficiado de um conjunto de serviços, entre os quais alojamento de 13 sites em que está directamente implicado, e seis sites de entidades sediadas no concelho”. O documento indica ainda que a comparticipação paga também “a manutenção e desenvolvimento dos serviços online municipais, o desenvolvimento e gestão do portal da autarquia e o desenvolvimento do site que suporta a Agenda Cultural Regional Acontece, entre outros”. O Projecto Setúbal Península Digital, destaca Álvaro Amaro, “afirma-se como uma plataforma de prestação de serviços informáticos especializados, suprindo lacunas nos recursos humanos das autarquias locais da região”.

Mas a oposição não ficou convencida com as justificações do presidente e teve o vereador do PS Pedro Taleço a afirmar que “este tipo de serviço não custa 44 mil euros”, e “nesta altura estamos atrasados”. Para o líder da bancada socialista o concelho tem de estar “entre os melhores e, para isso, temos que sair deste conceito”, mas mostra toda a disponibilidade do seu partido para “avaliar o estudo que foi feito”, do qual garante “não ter recebido informações”.

Também a vereadora do MIM, Palmira Hortense, manifestou o seu voto contra. “Sondámos instituições que praticam valores abaixo do que pagamos à AMRS”, justificou, assim sendo “não vemos mais-valias nos serviços praticados pela Península Digital”.

 

“Gasta-se dinheiro com um projeto obsoleto”

 

Já o vereador Paulo Ribeiro do PSD/CDS lembrou que sempre votou “contra esta proposta quando a CDU tinha a maioria absoluta” porque considera que o mesmo “está obsoleto”. E não perdeu a oportunidade de colocar alguma ironia no assunto quando disse perceber a “dificuldade da CDU em justificar esta proposta que é ciclicamente igual”, e com esta verba vinda de Palmela “a AMRS criou uma habituação de ter mais uma receita”. O autarca social-democrata defendeu “o projecto tem que ser reequacionado, não só pela AMRS, mas também pela Câmara de Palmela e os outros municípios” e concluiu “o projecto já não serve e gasta-se dinheiro inutilmente”.

O presidente Álvaro Amaro acabou por pôr à votação a retirada da proposta, e fazer uma nova com mais complementos, a apresentar em futura sessão. A decisão foi aprovada por unanimidade.

Protecção Civil com recorde de intervenções

Na sessão pública da passada semana, Álvaro Amaro fez um balanço das intervenções dos Serviços Municipais da Protecção Civil, que “concluíram os trabalhos no Parque Natural da Arrábida na limpeza de bermas e em 17 troços de caminho numa área de 68 quilómetros”.

O autarca anunciou também que “houve um recorde de desmatações nos terrenos privados, que ultrapassaram os 645 quilómetros quadrados” e na desbastação das bermas foram “ultrapassámos os 250 quilómetros quadrados”. O presidente da autarquia revelou também terem instaurados “vários processos” e que já foram gastos “mais de 30 mil euros na limpeza dos terrenos de privados”.

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