Antiga fábrica do Izidoro já é património municipal

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Escritura foi assinada ontem por Nuno Canta. Imóvel vai dar lugar a empreendimento habitacional. Pavilhões em bom estado abrem hipótese para criação de espaços museológicos e acolhimento de serviços municipais

 

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Está feito! A antiga fábrica do Izidoro já é património municipal. Nuno Canta, presidente da Câmara do Montijo, rubricou ontem a escritura referente à compra do imóvel, que custou 297 mil e 887 euros aos cofres da autarquia e que irá dar lugar a um empreendimento habitacional, com casas a custos controlados e rendas acessíveis para as classes média e média/baixa.

“Foi uma das escrituras mais simbólicas que já realizei enquanto autarca e também da história da câmara”, confirmou o socialista a O SETUBALENSE. “Além do bom negócio que constituiu para a autarquia [o imóvel foi avaliado em 1 milhão e 206 mil euros por uma entidade independente], permite-nos a reabilitação daquele espaço, com a construção de fogos para disponibilizar habitação a casais jovens, às classes média e média/baixa”, vincou o autarca que, anteriormente, já havia classificado a aquisição como “o melhor negócio na história do município”.

Além disso, abre-se agora outra possibilidade passível de ser conciliada com a operação urbanística.

“O imóvel apresenta alguns pavilhões em excelentes condições e vamos ver se os podemos salvaguardar, como espaços museológicos – que permitam preservar a memória da fábrica que chegou a ser uma das maiores da Europa na transformação de carnes – e ainda acolher alguns serviços municipais”, revelou.

A Câmara Municipal exerceu o direito legal de preferência, livre de ónus e encargos, na aquisição do imóvel que apresenta uma área de 1,1 hectares. A compra foi efectuada ao Fungepi BES, com o autarca a anunciar o objectivo de ir ao encontro da “Nova Geração de Políticas de Habitação” lançada pelo Governo.

A construção habitacional deverá ser assegurada por “uma empresa pública” que assumirá a gestão do empreendimento, disse Nuno Canta a O SETUBALENSE, no final da última reunião do executivo camarário, realizada no passado dia 16, quando a proposta para a aquisição foi aprovada por unanimidade. “Estamos a encontrar parceiros para erguer um bairro moderno”, avançou então, reforçando que a autarquia está apostada no desenvolvimento de uma estratégia de “reabilitação do centro urbano e de toda a frente ribeirinha” da cidade.

Segue-se compra do armazém da SANFER

A compra da antiga fábrica do Izidoro não será, de resto, negócio único em termos de aquisições por montantes significativamente inferiores ao valor estimado de mercado. Tal como O SETUBALENSE noticiou na edição da última segunda-feira, a autarquia já tem garantida a compra do armazém da antiga SANFER, localizado na Rua da Bela Vista, junto às oficinas municipais.

A Câmara “exerceu também o direito legal de preferência” e vai desembolsar “27 mil euros” para adquirir o referido imóvel, que “tem mais de mil metros quadrados de área e que foi entregue à banca para saldar uma dívida superior a 600 mil euros”, admitiu Nuno Canta.

A proposta para aquisição do armazém, adiantou o autarca, deverá integrar a ordem de trabalhos da próxima reunião do executivo camarário, a ter lugar no próximo dia 30, como habitualmente no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

Este espaço deverá vir a ser utilizado “ou para a instalação de serviços municipais ou para a criação de um equipamento cultural, para artistas”, admitiu o presidente da Câmara.

O armazém da SANFER será o quinto imóvel a passar para o património municipal do Montijo este ano, depois de a autarquia ter assegurado a compra do edifício da antiga Trabatijo (200 mil euros), do imóvel frente aos Paços do Concelho para instalação da Loja do Cidadão (191 mil euros), da antiga fábrica do Izidoro (quase 298 mil euros) e do lote de terreno contíguo à Galeria Municipal (65 mil euros), sendo que estas duas últimas aquisições foram aprovadas na reunião de câmara do passado dia 16.

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