Ti Maria Albertina chega hoje de França para encantar no Cinema Teatro Joaquim d’ Almeida

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‘A Cantadeira’ estreia hoje e vai estar em cartaz até ao próximo domingo

 

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Abram alas, que a ‘poetisa do povo’ vem aí. Estreia, estreia. Hoje e amanhã, a partir das 21h30, e ainda no domingo seguinte, pelas 16h00 –  para que depois a saudade demore um pouco mais a surgir –, a personagem Ti Maria Albertina apresenta-se no Cinema Teatro Joaquim d’ Almeida, no Montijo, para dar corpo ao espectáculo “A Cantadeira”, interpretado por Ana Castelo, João Marques Jacinto e, lá está, por Maria Marques Jacinto.

Durante 90 minutos, a plateia vai ficar a conhecer mais “uma história que não lembra ao diabo” e que tem como pano de fundo a emigração de Ti Maria Albertina para “Paris de França”, com duplo objectivo na bagagem.

“Emigra para tentar a sua sorte, escrevendo e declamando poesia na comunidade portuguesa residente, e assim livrar-se também do seu filho Alberto Jorge, da sua nora Gracinda Maria e do seu neto Marco Paulo”, pode ler-se na sinopse do espectáculo que tem como protagonista principal a poetisa do povo, do alto dos seus 85 anos, encarnando o papel de viúva de um pescador.

Ti Maria Albertina resolveu partir, até porque não podia deixar de estar farta. “Todos viviam da sua mísera reforma e de algum dinheiro que ganhasse a lavar escadas, já que o seu filho estava desempregado, e do seu neto pouco se sabia sobre seus projectos e negociatas”. Isto, sem esquecer que a nora “sempre fora dona de casa e não prescindia de modo algum desse seu estatuto, andando sempre muito aperaltada”.

O enredo à volta da ‘famelga’

Mas, depois havia sempre a “extremosa prima Umbelina” que acudia em horas de maior afogo financeiro, disponibilizando a nota, além de ser uma verdadeira amiga e confidente. Em “Paris de França”, por outro lado, lá estava o primo Norberto e a esposa Brigitte, que lhe haviam prometido guarida e seduzido com a certeza de que a poetisa do povo conseguiria, ali, arrecadar uma boa maquia por invalidez.

Entretanto, a Ti Maria Albertina ter-se-á cansado (ou não) e está de volta, como cantadeira, com o intuito de actuar perante o público montijense. A “famelga” está convidada a subir ao palco e não se faz rogada. O “cachet” parece “saber a pato” a Alberto Jorge e Gracinda Maria. Além disso, imaginam que a poetisa do povo deve ter vindo cheia de “pasta” amealhada em solo gaulês e é mais do que sensato tentar agradar-lhe para ver se “chove algum”.

O enredo está montado e entra, a partir de hoje e até ao próximo domingo, em cena com estórias, conversas e canções. A dramaturgia é Maria Marques Jacinto, a encenação de Faustino Freitas Alves e a direcção e arranjo musical de Filipe José Silva. Luís Grenha (fliscorne) e Filipe José Silva (guitarra) interpretam a música da autoria de João Marques Jacinto e Maria Marques Jacinto. O espectáculo, musical, é dirigido a maiores de seis anos e os ingressos têm um custo de três euros.

 

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