Escola Técnica e Profissional lança projecto de educação inclusiva

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Projecto ‘desenha e encontra respostas educativas que garantam lugar para todos’, diz o presidente do conselho directivo, Alexandre Oliveira

 

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A Escola Técnica Profissional da Moita (ETPM) lançou, na passada terça-feira, um projecto-piloto de educação inclusiva que “reencontra” este tipo de ensino e pretende reduzir o abandono escolar no concelho em 25%, em cerimónia “apadrinhada” pelo secretário de Estado da Educação, João Costa.

Na presença, ainda, do secretário Executivo da Área Metropolitana de Lisboa, João Pedro Domingos, e de representantes da DGE, da DGEstE, da ANQEP, do IPS e das escolas secundárias Ferreira Dias, Seomara da Costa Primo e António Arroio (do distrito de Lisboa), foi assim formalizado no campus da ETPM o início de um processo interactivo que garanta uma proximidade entre as orientações e a sua aplicabilidade. Estas entidades, revelou a ETPM em nota de imprensa, “fazem parte integrante deste piloto e estão envolvidas numa partilha de responsabilidades que resulta, na prática, na construção de um Guia de Apoio à implementação da Educação Inclusiva, com a realização de acções de acompanhamento e capacitação”.

De forma a contrariar o “exercício de rotina e passividade” do actual sistema educativo, a ETPM criou o projecto-piloto Educação Inclusiva nas Modalidades de Dupla Certificação, que, de acordo com o presidente do conselho directivo, Alexandre Oliveira, “desenha e encontra respostas educativas que garantam lugar para todos”.

“Com a nossa experiência fomos verificando alguns constrangimentos em conseguir garantir o sucesso escolar. Alguns alunos começavam a trabalhar e não conseguiam concluir o curso dentro do seu ciclo formativo, outros tinham ritmos diferentes de trabalho, outros tinham os níveis de competência muito desajustados para o perfil de saída do 9.º ano”, explicou.

 

Reduzir taxa de retenção no 12.º ano

 

Segundo o responsável, a instituição tem vindo a “reencontrar e projectar o ensino profissional”, defendendo que a “receita de sucesso da década de 90 já não corresponde às exigências do presente e do futuro”. De acordo com a ETPM, a retenção e desistência do 12.º ano neste concelho foi de 45%, no período lectivo de 2014/2015, pelo que um dos grandes objectivos do projecto é “reduzir a taxa em 25% e ficar abaixo da actual taxa de retenção da Área Metropolitana de Lisboa”.

Alexandre Oliveira adiantou que, através do projecto, o modelo pedagógico “passa a ser orientado para a construção de um projecto de vida e para cada um dos alunos”, salientando aquela que considera ser uma grande vantagem. “É que conseguimos ter uma solução de resposta que parte de nós, das escolas. Estamos muito dependentes que a Direcção Geral dos Estabelecimentos Escolares nos dê orientações… aqui está a ser o inverso. Dá-se autonomia às escolas e esta pode e deve desenhar a medida educativa que melhor responde ao aluno e às suas necessidades de inclusão”, justificou.

Na cerimónia, o secretário de Estado da Educação lembrou a legislação existente, que permite desenvolver o projecto, para vincar que nada foi agora inventado. “Apenas soubemos ouvir os alunos e os professores. Incluir é saber aprender, a primeira missão é que todos aprendam, mesmo todos”, disse João Costa.

Este é o primeiro ano de aplicação, mas, de acordo com Alexandre Oliveira, a ideia é que o projexto “se consiga disseminar” para as restantes escolas.

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