PS acusa CDU de estar indisponível para dar oportunidades ao concelho da Moita

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Com o discurso apontado a uma CDU que considera estar “irredutível”, PS Moita apresentou o próprio parecer sobre o aeroporto do Montijo, à APA

 

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Os vereadores e deputados municipais do PS na Moita votaram contra o parecer negativo apresentado pela CDU em Sessão de Câmara e Assembleia Municipal e apresentaram a sua posição sobre o Estudo de Impacto Ambiental do Novo Aeroporto do Montijo e Respectivas Acessibilidades à Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

Em declaração de Voto de Vencido o PS justifica o seu voto contra o parecer apresentado pelo executivo CDU tendo em conta “a realidade do esgotamento da capacidade aeroportuária na cidade de Lisboa” e que “a situação atual é prejudicial ao crescimento económico do país”.

Tendo em conta este contexto o PS Moita considera que o novo o projecto do novo aeroporto

deve cumprir três requisitos “essenciais”. Urgência. Condições económico-financeiras. Minimização e compensação dos impactes.

Cenário em que os eleitos do Partido Socialista na Moita consideram a BA6 como “a única hipótese viável, porque é a única compatível com o Aeroporto Humberto Delgado” e também “a única que se apresenta como financeiramente comportável”.

 

Alcochete requer demasiadas acessibilidades

 

Para o Partido Socialista não é apenas o custo do novo aeroporto que está em questão na decisão que apoia a BA6 em detrimento do Campo de Tiro de Alcochete.

Alcochete “implicaria sempre a construção de um conjunto significativo de acessibilidades, sem as quais o aeroporto não teria viabilidade económica, dada a distância dessa localização a Lisboa”, assim como a desmilitarização do espaço. Características que, no seu todo, representariam condições económicas e financeiras desfavoráveis.

Contrariamente ao que a CDU defende, o PS Moita considera também que a avaliação do Estudo de Impacte Ambiental é de que a construção do aeroporto na BA6 do Montijo cumpre a “imprescindível condição” de “não comportar impactes negativos que sejam irreversíveis, não minimizáveis ou compensáveis”.

Como exigência à mitigação de impactes os socialista colocam no seu parecer apresentado à APA a exigência de que sejam adoptadas “medidas minimizadoras dos impactes negativos identificados e de medidas compensatórias”.

 

CDU apontada como irredutível

 

Perante estas alegações o PS considera que a sua posição “defende as populações e acautela os interesses do concelho”, contrariamente ao que considera ser “a posição irredutível da CDU, que sendo contra, se tem mostrado indisponível para reivindicar as medidas que efectivamente fariam a diferença na vida das pessoas”.

 

Foto – Alex Gaspar

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