PJ de Setúbal deteve duas pessoas suspeitas de furtarem 200 mil euros a familiar

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Filha roubou ouro e outros objectos da casa da mãe e pediu ao filho de 15 anos para simular que se tratou de um assalto de encapuzados

 

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A Polícia Judiciária (PJ) de Setúbal deteve um homem e uma mulher suspeitos de terem furtado cerca de 200 mil euros a uma familiar, no passado mês de Janeiro, na Charneca da Caparica, em Almada, foi hoje anunciado.

Segundo revelou à agência Lusa fonte da PJ de Setúbal, os dois suspeitos, um homem de 42 anos e uma mulher de 45, aproveitando-se da ausência da mãe da arguida, que se encontrava no Brasil, apropriaram-se de cerca de 200 mil euros em ouro, prata e relógios, que eram propriedade da referida mulher e do companheiro.

De acordo com a PJ, o companheiro da mulher que foi vítima do furto efectuado pela própria filha dedicava-se à venda de artigos em ouro e prata e declarava os artigos vendidos de acordo com a legislação em vigor, o que terá ajudado a investigação policial.

O casal suspeito, certo de que a mãe da arguida iria dar pela falta dos artigos furtados logo que regressasse a Portugal, terá instrumentalizado o filho da arguida, com cerca de 15 anos, para simular um roubo com arma de fogo à residência da avó materna.

O jovem terá relatado à GNR que o referido assalto – que na realidade nunca existiu – teria sido efectuado por três homens encapuzados e com luvas, pelo que o caso transitou de imediato para a PJ, por se tratar de um crime de roubo à mão armada.

Os dois suspeitos terão, entretanto, decidido iniciar uma nova vida na zona de Viseu, tendo adquirido vários objectos, incluindo mobiliário, televisões e outros objectos, com o dinheiro da venda de parte dos artigos furtados.

A encenação dos dois arguidos acabou por ser desmontada pela investigação da Polícia Judiciária de Setúbal, que, na terça-feira, deteve os dois suspeitos em Viseu e apreendeu grande parte dos artigos roubados e outros que foram adquiridos com o produto da venda de alguns artigos furtados.

Os dois detidos são hoje presentes ao Tribunal de Almada, no distrito de Setúbal, para aplicação de eventuais medidas de coação.

Lusa

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