Câmara aprova orçamento de 31 milhões para 2020

26
visualizações

Executivo CDU aponta ano de grandes obras, PS diz que é “demasiado ambicioso”

 

- Pub -

A Câmara de Alcácer do Sal aprovou ontem o Orçamento Municipal para 2020, no total de 31 milhões de euros, um dos mais elevados da história do município, com a CDU a justificar o montante com o conjunto de obras co-financiadas previstas para o próximo ano e a oposição a mostrar receio de que a ambição seja demasiada.

Na apresentação do documento, que foi aprovado pela maioria CDU com a abstenção do PS, o presidente da Câmara, Vítor Proença (CDU), destacou a “importância da obra pública para 2010” num “ciclo de investimento fortíssimo” em que apontou obras como o Interface de Transportes, o Parque Urbano, a Oficina da Criança, a nova Escola dos Telheiros e o Plano de Mobilidade do Torrão. Estas são obras com financiamento comunitário – todas a 85%, com excepção do plano de mobilidade que é comparticipada apenas em 55% – mas o plano de actividade inclui também obra de investimento apenas municipal, sobretudo no sector das águas e saneamento. Nesta matéria o município tem já em curso a substituição do sistema de bombagem da estação elevatória do Torrão, num investimento de 75 mil euros.

Além destas “intervenções pesadas”, o autarca comunista referiu ainda investimento em diversos projectos “a pensar no futuro”, como os estudos de tráfego para a Avenida dos Aviadores, um “eixo fundamental” para a coesão da cidade, ou os futuros passadiços do castelo, a construir no “próximo mandato”, que vão descer a encosta até à zona da Praça Pedro Nunes.

Por parte do PS, Gabriel Geraldo classificou o orçamento com “demasiada ambição” reconhecendo que as obras previstas são “avultadas e de grande envergadura” pelo “preocupação é como se vai pagar”. O vereador socialista estima que a receita corrente atinga no máximo os 15 milhões e mostrou duvidas sobre as previsões de 5 milhões de “outras receitas correntes” e de 4,7 milhões de “outras receitas de capital”.

Vítor Proença respondeu que na discussão do orçamento para 2018 o PS também considerou que estava inflacionado, mas as contas vieram a apurar que “a despesa ficou abaixo da receita”, tendo o ano terminado com um superavit de 3 milhões.  O PS replicou que superavit “significa que fica obra por fazer”.

A discussão política decorreu em tom amigável, com Gabriel Geraldo a registar “com agrado” que os 500 mil euros previstos para compra de viaturas são para três novos autocarros e um camião e não para carros de serviço para os eleitos.

A maior rubrica (9 milhões de euros) é para encargos com pessoal. O Orçamento Municipal 2020 prevê também 291 mil euros para a transferência de competências para as freguesias, 77 mil para os clubes desportivos e 56 mil para as associações do concelho.

Comentários

- Pub -