Barreiro: Estação Sul e Sueste ganha nova vida

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Autarquia confiante de que vai receber um projecto semelhante ao LX Factory

Bruno Vitorino, vereador do PSD na Câmara do Barreiro, questionou recentemente o executivo liderado pelo presidente socialista Frederico Rosa, em sessão pública, sobre a apresentação de um projecto por um privado à IP – Infraestruturas de Portugal, com vista à recuperação da Estação Fluvial Sul e Sueste, conforme noticiou O SETUBALENSE na edição do passado dia 29 de Janeiro. A questão levantada pelo responsável camarário teve por objectivo saber se aquela autarquia “está a acompanhar esta matéria e o que podia ser adiantado” de novo sobre o assunto.

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“Penso que qualquer projecto que venha ali a ser desenvolvido, mesmo sendo responsabilidade de uma entidade privada numa negociação directa com a IP, tem que passar pela autarquia em termos daquilo que é a estratégia do município para a reabilitação de toda a zona ribeirinha”, defendeu, tendo lembrado que esta zona do concelho “é um cartão de visita e uma porta de entrada da cidade para todos os que nos podem visitar”, sobretudo, junto daqueles que chegam de barco ao Barreiro.

Na visão do vereador social-democrata, “não há nem pode haver projectos avulso e tudo aquilo que possa surgir pode ser positivo, mas tem de estar inserido dentro de uma estratégia e responder àquilo que são as nossas ambições e necessidades, e à nossa visão de reabilitação e regeneração, de recuperação e valorização daquela área”, alertou.

“Estamos concordantes com este projecto”

Rui Braga, vereador que tutela a divisão das Obras Municipais, Estudos e Empreitadas, adiantou a este propósito que “aquilo que temos vindo a acompanhar junto da IP e da entidade privada é algo que a câmara municipal vê com bons olhos e o eventual acordo acho que está conseguido, falta passar a ser assinado e redigido, mas penso que por uma questão de ‘elegância’ não cabe a nós avançar com detalhes desta operação”, acrescentou.

O responsável sublinha ainda que “estamos concordantes com o projecto porque achamos que se enquadra em toda a estratégia ribeirinha e vai trazer certamente investimento e a criação de postos de trabalho”, sendo que esta é uma “expectativa” que o vereador revelou “que a muito breve trecho a IP irá anunciar” na presença do presidente da autarquia e da entidade privada.

Rui Braga salienta que “o resultado final daquilo que poderá ser a nova funcionalidade e uma nova dinâmica naquela zona do território, vai ser muito positivo para a cidade”, reservando o anúncio para a IP, actual proprietária e responsável pelo espaço.

Barreiro espera receber projecto inspirado no LX Factory

Com a Câmara Municipal do Barreiro confiante no desenrolar de uma nova vida para a Estação Sul e Sueste, localizada na frente ribeirinha do Barreiro, próxima ao terminal fluvial, o espaço pode estar prestes a receber a primeira pedra de um projecto semelhante ao LX Factory instalado em Alcântara, nas antigas instalações da Companhia de Fiação e Tecidos Lisbonense.

Um projecto que foi recentemente apresentado pelo jornal O SETUBALENSE e está apenas pendente da assinatura de um protocolo entre a IP – Infraestruturas de Portugal e um privado, que será o grande investidor.

Em falta está também a classificação deste complexo ferroviário que, segundo a Direcção-Geral do Património Cultural (DGCP), revelou a O SETUBALENSE, “está em fase de ser submetido à secção de Património Arquitectónico e Arqueológico (SPAA) do Conselho Nacional de Cultura”. Tendo este processo sido iniciado no final de 2017.
Quanto ao privado que poderá assumir este empreendimento, trata-se de um investidor envolvido no projecto LX Factory, “que está agora interessado em avançar com um modelo semelhante nesta margem do Tejo”.

Os pormenores do conceito a desenvolver nesta margem não estão confirmados na totalidade e em muito vão depender da já referida parceria com a IP e da catalogação da DGCP. Mas, ao que o jornal apurou no futuro a Estação Sul e Sueste irá incluir espaços de restauração, cultura ou escritórios, alguns a funcionar em antigas carruagens da Comboios de Portugal já renovadas para o efeito.

Recorde-se que em 2017 o Lx Factory foi comprado pela Keys Asset Management à sociedade portuguesa Mainside. Um negócio que envolveu milhões de euros, mas cujo valor total ficou sempre em segredo no mundo empresarial.

Luís Geirinhas
Ana Ventura

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