CGTP. Adeus de Arménio e aplauso a Camarinha passa pelo Seixal

131
visualizações
Isabel Camarinha

A Comissão Executiva da CGTP-IN vai ser fortemente renovada. Entram novos trabalhadores no activo porque o sindicato comunista não quer ser governado por reformados

 

- Pub -

Arménio Carlos vai deixar a liderança da CGTP no final desta semana, no XIV Congresso da CGTP-IN que se realiza no Pavilhão da Torre da Marinha esta sexta-feira e sábado. A central sindical ligada ao PCP escolheu assim o Seixal para apresentar Isabel Camarinha como candidata a secretária-geral.

A decisão foi tomada ontem, em reunião da Comissão Executiva da Intersindical e contou com a abstenção dos cinco elementos desta linha sindical. Quanto aos restantes 29 sindicalistas, votaram a favor da candidatura de Isabel Camarinha.

Aos 59 anos, a actual presidente do Sindicato do Comércio e Serviços de Portugal e coordenadora da Federação dos Sindicatos do mesmo sector, vai cumprir apenas um mandato na frente da CGTP depois de quatro anos na Comissão Executiva desta central sindical, por inerência de funções.

Em entrevista ontem de manhã à Rádio Observador, Arménio Carlos, ainda sem referir o nome apontado para o substituir, adiantava que o XIV Congresso vai renovar “mais de 35% do conselho nacional da CGTP-IN” mantendo-se o “compromisso da continuidade do projecto sindical”. Depois de oito anos à frente desta estrutura sindical, é o próprio secretário-geral que entende ter chegado a hora de sair, isto quando está a ficar próximo de se reformar profissionalmente na Carris. “Não queremos uma CGTP dirigida por reformados, é preciso dar lugar aos mais novos, trabalhadores no activo”.

Para além da renovação de caras nos órgãos da central sindical, o congresso como lema “Lutar, avançar nos direitos, valorizar os trabalhadores por um Portugal com futuro”, deverá colocar em cima da mesa o Orçamento do Estado 2020, um documento para a governação que Arménio Carlos considera “desequilibrado” e que “não serve os interesses dos trabalhadores, nem resolve os problemas do país”.

Para o quase ex-líder da CGTP é preciso “continuar a exigir actualizações salariais aceitáveis” e deixa um aviso ao Governo de que “é um erro pensar que pode decidir salários sem negociar com os sindicatos”, e aprovar a força destes parceiros sociais, afirma que o número de trabalhadores sindicalizados, depois dos anos amargos da troika “aumentou.

Ainda no âmbito do XIV Congresso da CGTP-IN, quinta-feira realiza-se a Conferência Sindical Internacional no Fórum Cultural do Seixal – Auditório Municipal, Quinta dos Franceses, Seixal, com início às 9h30 horas e encerramento às 20h00.

Comentários

- Pub -