Sindicato exige reforço de enfermeiros para nova urgência do Hospital Litoral Alentejano

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No final do plenário ontem, dirigente Zoraima Prado afirmou que os enfermeiros decidiram não passar para as novas instalações sem que haja admissão de pessoal

 

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O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) exigiu ontem o reforço das equipas de enfermeiros para garantir a abertura das novas instalações das urgências do Hospital do Litoral Alentejano (HLA), em Santiago do Cacém.

Em declarações à agência Lusa, Zoraima Prado, dirigente do SEP, indicou que em causa está a intenção de abertura do novo serviço de urgência (SU) do HLA “sem que tenha sido contratado nenhum enfermeiro para reforço de equipa, quando está identificado que, para assegurar todos os postos de trabalho, é necessário admitir, no imediato, 15 enfermeiros”.

“Os enfermeiros tomaram uma posição e disseram que não passam para as novas instalações sem que haja a admissão de pessoal”, acrescentou a dirigente nacional do SEP, no final de um plenário de enfermeiros que se realizou hoje no HLA.

De acordo com a sindicalista, a equipa “foi informada que o novo SU ía abrir e tomou desde logo a posição de que não tinha condições, porque há mais postos de trabalho do que pessoas para trabalhar e perante esta posição a abertura tem sido protelada”.

“Estas obras são positivas tanto em termos de condições de trabalho como de cuidados a prestar à população, só que ampliando um serviço sem pessoas para trabalhar não se consegue abrir todos os locais onde os utentes podem receber cuidados”, justificou.

Segundo a dirigente sindical, a falta de enfermeiros, que “já obriga a um trabalho extraordinário, não se restringe ao serviço de urgência” da unidade hospitalar, que serve uma população de 100 mil pessoas, sendo “uma carência geral” da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA), de que faz parte o HLA.30

“Aquilo que estão a reivindicar é que haja mais evolução de enfermeiros na instituição sob pena de se encerrarem mais camas, porque há camas que neste momento estão encerradas por falta de trabalhadores mas também de enfermeiros”, disse.

Por outro lado, segundo Zoraima Prado, os enfermeiros com contrato individual de trabalho (CIT) “estão profundamente discriminados” devido à ausência de progressão na carreira, que, nesta unidade, “atinge mais de 60 por cento” destes profissionais.

“Quando os outros trabalhadores da Função Pública já descongelaram, os CIT não têm qualquer perspetiva de evolução na carreira e são já 60% dos enfermeiros da instituição. Não estão disponíveis para continuar a trabalhar nestas circunstâncias e exigem o imediato desbloqueio desta situação para que possam progredir”, afirmou.

Após o plenário hoje realizado, os enfermeiros entregaram uma moção ao conselho de administração da ULSLA a exigir a aplicação “dos pontos para o descongelamento das progressões e a imediata admissão de enfermeiros”, além de terem decidido avançar com uma greve, a 28 de Fevereiro, caso não obtenham respostas às suas reivindicações.

“Esta instituição tinha assumido, no ano passado, com o SEP, o compromisso de atribuição de pontos e ainda não o concretizou. Isto cria uma particular insatisfação, porque é uma das instituições que tem mais dificuldade em atrair profissionais. Tem de criar mecanismos para ultrapassar estas dificuldades e este é um deles”, rematou.

Com a greve agendada para 28 de Fevereiro, os enfermeiros associam-se à manifestação convocada pelas Comissões de Utentes do Litoral Alentejano, frente ao Ministério da Saúde, em Lisboa, para exigir “mais e melhores condições de saúde” para a região.

Lusa

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