Greve: STAL exige aumento 90 euros para função pública

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Foto de Luis Miguel Martins

Greve de sexta-feira deverá afectar transportes escolares e higiene pública. A proposta do Orçamento do Estado prevê um aumento de 0,3%, que, segundo o STAL, não reflete a taxa de inflação

O presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional (STAL) perspectiva uma “grande adesão” à manifestação nacional de sexta-feira e apontou os sectores da higiene urbana e dos transportes escolares como os mais afectados. Para o sindicato o aumento da função pública não pode ficar abaixo dos 90 euros.

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“Em relação à última manifestação, os dados que temos até agora indicam uma subida grande. Neste momento estamos a ter autocarros confirmados de regiões que tiveram uma participação na última manifestação um bocadinho mais fraca”, referiu à agência Lusa José Correia.

Relativamente aos sectores que serão mais afetados durante a manifestação, José Correia apontou os da higiene urbana e o dos transportes escolares, não dando, contudo, números.

“Nós e a Federação Pública fomos as primeiras estruturas a emitir um pré-aviso de greve, que é essencialmente para permitir a deslocação para a manifestação. Portanto, não estamos muito focados naquilo que pode ser um conjunto de procedimentos, mas sim a organização da própria manifestação”, apontou.

José Correia sublinhou que a participação do STAL nesta manifestação nacional se deve à proposta do Orçamento do Estado ao nível dos aumentos salariais, que está a “gerar uma grande revolta dos trabalhadores”.

“Esta questão do aumento dos salários está a causar um descontentamento enorme. Esta proposta do Governo é vergonhosa, serve apenas para iludir a opinião pública, mas em relação aos trabalhadores defrauda todas as expectativas”, criticou.

A proposta do Orçamento do Estado prevê um aumento de 0,3%, que, segundo o STAL, não reflete a taxa de inflação.

Nesse sentido, o sindicato reivindica um aumento de 90 euros para todos os trabalhadores da função pública.

A manifestação nacional de sexta-feira decorre a partir das 14h30, com saída do Marquês de Pombal rumo à Assembleia da República, em Lisboa.

Entretanto, o Sindicato dos Trabalhadores do Concelho de Almada já avançou, através de comunicado, que sendo uma organização independente, “não vai a reboque das greves agendadas por outras associações sindicais”.

Assim sendo, o Sindicato entende que “cabe a cada trabalhador filiado decidir a sua adesão à greve e manifestação marcada para esta sexta-feira”.

Esclarece esta estrutura que “há muito defende apenas uma posição concertada de todos os sindicatos da Administração Pública, incluindo os independentes”, orientação esta que “poderá traduzir resultados concretos, nomeadamente através de greves sectoriais, concelhias, distritais, regionais e, nacional em função da adesão e participação dos trabalhadores”.

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