Mercado do Rio Azul celebra primeiro aniversário com alguns comerciantes insatisfeitos

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Problemas nas vendas e na manutenção do espaço são questões centrais. Comerciantes elogiam trabalho da autarquia mas ainda esperam ver “o Mercado do Rio Azul brilhar tanto como o Mercado do Livramento”

Esta sexta-feira o Mercado do Rio Azul celebra o seu primeiro aniversário e a União das Freguesias de Setúbal assinala as comemorações Sábado, com momentos culturais nas instalações do mercado, na Avenida José Mourinho. Mas, depois da profunda requalificação pela qual o antigo Mercado da Lota passou entre 2017 e 2019, agora, alguns comerciantes afirmam que o retorno não está a ser o que esperavam.

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Os dois anos de obras deixaram muitos peixeiros à beira da desistência, confinados a um espaço de corredor, dentro do edifício da lota, onde as condições não eram as melhores. No final do percurso renasceu um novo mercado cujo investimento Rui Canas, presidente da União das Freguesias de Setúbal, refere rondar os 300 mil euros, entre fundos da autarquia e comunitários. Para os comerciantes tudo estaria bem, “não fossem os momentos de difíceis nas vendas, devido à presença não regular, de um colega que é pescador e traz o peixe para venda directa, sem passar pela lota, logo a preços muito mais baixos”.

Depois de consultarem o regulamento do Mercado do Rio Azul, os comerciantes, que optam por manter o anonimato, consideram que, “este colega está a infringir vários termos obrigatórios, como a regularidade da venda e o facto de ser pescador e trazer o peixe sem passar pela lota”.

A par destas situações os comerciantes comentam também que um funcionário deveria estar sempre presente no mercado “e isso nem sempre acontece”. Na memória mais recente está o episódio de um Sábado em que as instalações não tiveram a devida limpeza. “Na terça-feira o cheiro era nauseabundo, afinal tratam-se de instalações onde se limpa peixe”.

Apesar destes contratempos, afirmam que ainda esperam ver estas questões ultrapassadas e o Mercado do Rio Azul a brilhar “tanto quanto o Mercado do Livramento”. Reconhecem que “podiam estar mais satisfeitos”, mas não negam o “incrível trabalho que a Câmara Municipal e a União de Freguesias realizaram, não desistindo e continuando a lutar pelas obras necessárias até nascer o novo mercado que é um bonito elogio ao peixe, em terra de peixe”.

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