Câmara do Barreiro: Funcionários já fazem reciclagem nos vários serviços municipais

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Autarquia barreirense investe oito mil euros na aquisição de 42 conjuntos de ecopontos. Medida pretende combater produção de menos resíduos

 

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A Cámara do Barreiro iniciou no passado dia 10, a colocação de ecopontos junto das
instalações municipais, no âmbito da sua campanha de reciclagem interna e numa
estratégia que envolveu um investimento total daquela autarquia no valor de oito mil
euros. Com esta iniciativa, o município barreirense pretende que “os trabalhadores
coloquem os resíduos que produzem no seu local de trabalho” nos recém-instalados
equipamentos, que incluem desde papel e cartão a embalagens e resíduos orgânicos.

Desta forma, a câmara municipal pretende dar “um valioso contributo para um melhor
ambiente” no concelho, tendo aquela operação sido acompanhada de perto pelo vice-
presidente João Pintassilgo. Para o responsável autárquico, esta “é uma medida
revolucionária no que respeita ao problema dos resíduos”, uma questão que “muita
gente não se apercebe” e que, na sua perspectiva, importa “cada vez mais combater”.

Para João Pintassilgo, à semelhança do mundo e de Portugal em particular, também “o
Barreiro tem neste momento um duro combate pela frente, que não passa apenas por
colocar os resíduos no local adequado, como procurar produzir menos”, adianta. O vice-
presidente explica que “os aterros têm um limite de capacidade e muitos no nosso país,
nomeadamente no nosso caso, estão quase a atingir o seu limite”, pelo que na sua
opinião “importa reduzir drasticamente a deposição em aterro”, apostando na redução
dos resíduos indiferenciados. “Temos que desviar desses o que lá colocávamos inadequadamente, seja papel ou cartão, embalagens ou vidro”, sustenta.

Na mesma altura, o vereador elogiou a estreita colaboração com a Amasul, que tem feito
“um reforço na distribuição e localização dos ecopontos espalhados pelo concelho” e o
trabalho realizado pelos técnicos camarários.

Cestos para papéis dão lugar a ecopontos

Outra medida anunciada por João Pintassilgo foi a retirada dos cestos de papéis junto das secretárias dos vários serviços e áreas de circulação na autarquia, substituindo os mesmos por ecopontos, bem como o uso de copos de cartão pelos conhecidos copos de plástico.

No âmbito desta acção, o município adquiriu 42 conjuntos de ecopontos para
“encaminhamento selectivo de embalagens, papel/cartão e resíduos orgânicos, para
colocar em áreas de trabalho em todas as instalações”, para além de seis conjuntos de
ecopontos em inox, instalados em diversas áreas abertas e de circulação do público,
nomeadamente, nos Paços do Concelho, na divisão de Recursos Humanos, Balcões Únicos, Piscinas Municipais e no Pavilhão Municipal Luís de Carvalho.

Recorde-se que, segundo a Sociedade Ponto Verde, que gere o sistema integrado de
recolha e tratamento de resíduos de embalagens em Portugal, todos os recursos utilizados na produção de embalagens “são desperdiçados dos materiais extraídos à energia consumida na sua produção”. A utilização de ecopontos surge como a melhor forma de reciclagem para economizer energia, poupar matérias-primas, para além de permitir a redução do número de resíduos, recorrendo ao depósito dos mesmos neste tipo de equipamentos, agora disponibilizados pela autarquia a nível de utilização interna pelos seus trabalhadores.

Entre os materiais que podem ser reciclados mas não vão para os ecopontos, estão os
óleos alimentares usados, cápsulas de café, medicamentos e radiografias. Também as
lâmpadas fluorescentes, os equipamentos eléctricos e electrónicos, assim como as pilhas e baterias devem ser depositados noutros espaços. De acordo com as normas correctas de utilização dos ecopontos, os contentores amarelos destinam-se ao plástico e metal, os
azuis ao papel e cartão e os de cor verde ao vidro.

Luís Geirinhas

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