Os ‘novos’ desportos olímpicos de 2020

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O ano de 2020 vai sem dúvida ficar marcado pelos Jogos Olímpicos de Tóquio, onde um grupo muito especial de setubalenses vai ter a oportunidade de marcar presença. Depois do tradicional período de espera de 4 anos, a mais antiga e clássica competição desportiva do mundo prepara-se mais uma vez para fazer história e sagrar dezenas de novos campeões. Em 2020, os Jogos Olímpicos de Tóquio vão contar com várias novidades, entre as quais se inclui a adição de 4 novas modalidades e o regresso do basebol e do softbol.
Como todas as grandes instituições históricas de interesse mundial, as Olimpíadas precisam de estar constantemente a par dos acontecimentos, e seleccionar quais os novos desportos a incluir é sem dúvida uma das mais desafiantes e polémicas responsabilidades do Comité Olímpico. A selecção de novos desportos é dificultada pela necessidade de remoção de outros; afinal, os Jogos Olímpicos têm um limite de diferentes tipos de modalidade por edição, algo que em muito dificulta as contas dos organizadores. Ainda assim, foi mesmo possível chegar a um consenso em relação aos 6 novos desportos do Tóquio 2020. Fiquemos a conhecê-los:

Os novos desportos olímpicos de 2020

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A mais popular adição ao cartaz de modalidades de Tóquio 2020 tem mesmo que ser a do karaté. O karaté é uma arte marcial de origem japonesa, pelo que a sua estreia olímpica não podia ter acontecido em melhor altura. Ao todo, 80 atletas profissionais vão-se reunir para lutar pela muito cobiçada primeira medalha olímpica de ouro da história da modalidade. Depois de ter sido altamente popularizado pela cultura pop ocidental, o karaté recebe finalmente o muito aguardado aval olímpico, numa estreia que, na nossa opinião, já podia e devia ter acontecido há vários anos.
2020 marca ainda a estreia de uma modalidade que nem sempre é associada ao Japão, mas que já é há mais de uma década tida como um desporto sério e de potencial olímpico. O surf vai finalmente ter direito a medalhas de ouro, prata, e bronze, e em Tóquio 2020 estará reunido um grupo extremamente exclusivo de 20 atletas do sexo masculino e 20 atletas do sexo feminino. Com a popularidade do surf a crescer cada vez mais no nosso país, será que podemos vir a contar com um medalhista português? Em 2020 será ainda improvável, mas o futuro adivinha-se bastante risonho.
Inacreditavelmente, o terceiro desporto a estrear-se nos Jogos Olímpicos de Tóquio será a escalada. Ao contrário do que muita gente pensa, a escalada nunca tinha sido incluída nos maiores jogos de desporto do mundo, apesar de ser oficialmente considerada um desporto desde o Século XVIII! Para já, haverá espaço para apenas 40 atletas (20 de cada género), sendo que só 12 terão a oportunidade jogar a final. Uma notícia que em muito agradará aos milhares de amantes e profissionais de escalada que treinam e seguem a modalidade um pouco por todo o mundo. Sem dúvida uma estreia merecida.
Se a escalada teve que esperar centenas de anos pela obtenção de um estatuto olímpico, o skate passou felizmente menos décadas na fila de espera. Esta modalidade de desportos radicais poderá brevemente ser praticada com todo o conforto pelos habitantes de Setúbal, mas nos Jogos Olímpicos de Tóquio estarão apenas os 40 melhores atletas, como é de resto tradicional nas modalidades debutantes. O skate evolui muito a partir da cultura de rua com que começou a dar os primeiros passos, sendo hoje um desporto totalmente licenciado, onde os principais atletas são avaliados através de um ranking mundial que funciona por pontos.
Finalmente, nota para os regressos do basebol e do softbol. Depois de terem sido excluídos da última edição dos Jogos Olímpicos, estas modalidades – muito populares nos continentes da Ásia e da América do Norte – estarão prontas para fazer um comeback já no próximo ano. Serão com certeza bem-vindas ao espectáculo olímpico.

Possibilidades para 2024

Com a questão das novas modalidades para os jogos de Tóquio 2020 resolvida, começam a estalar as polémicas relativas a prováveis novas adições para os Jogos Olímpicos de 2024. Algumas das sugestões mais selvagens incluem o futebol de mesa, que em Portugal é conhecido como matraquilhos, e ainda o poker. Se nunca pensou em nenhum destes dois jogos como um desporto, talvez o futuro o venha a provar errado. O match poker, que é jogado de forma diferente da dos modelos mais comuns de poker que se pode encontrar online já foi mesmo nomeado oficialmente como um desporto e reúne centenas de milhares de fãs e atletas profissionais espalhados um pouco por todo o mundo.
Fala-se ainda da possibilidade da dança do varão integrar em breve o cartaz de modalidades olímpicas. Sendo uma das actividades físicas com maiores índices de crescimento de popularidade em todo o mundo, as danças do varão são um candidato sério a integrar a lista de desportos olímpicos, até porque correspondem a todos os principais requisitos. Uma possível inclusão já em 2024 é, no entanto, ainda bastante improvável.

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