ChapaBus: Crescer com responsabilidade

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É cada vez mais visível a presença da ChapaBus nas estradas portuguesas, especialmente no distrito de Setúbal. O crescimento tem sido sustentado “sem dar um passo maior do que a perna”. Uma frota constantemente renovada e serviços de qualidade justificam o slogan da empresa: qualidade e segurança

 

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Em Palmela desde 2009, a ChapaBus é uma empresa especializada no transporte de passageiros tendo como áreas privilegiadas de actuação as escolas, o turismo e recentemente as fábricas. A história desta empresa, sedeada no Parque Industrial Vale do Alecrim, em Pinhal Novo, começou num quintal nos arredores de Palmela com um autocarro. Foi o realizar de um sonho de risco idealizado por António Chapa. O patriarca da família abdicou, aos 50 anos, das regalias de 31 anos como empregado da Rodoviária Nacional, bateu com a porta e iniciou “com muita coragem este projeto apoiado pela minha mãe que se assume até agora como elemento muito importante para o equilíbrio lá em casa. O trabalho que ela faz é invisível mas muito importante para nós”, começou por nos contar o seu filho Joaquim Chapa. “Os dois, com muito trabalho e resiliência, conseguiram aguentar o ‘barco’ e é devido a esse esforço que a ChapaBus é uma realidade hoje em dia”, elogia o gerente responsável pela área financeira e gestor de frota.

Agora no décimo ano de actividade, Joaquim Chapa, explica que isso só é possível “graças ao fantástico trabalho das nossas colegas no escritório, Maria Brito e Ana Paula, e aos nossos motoristas, Sérgio, Nuno e Eduardo. Crescemos de forma sustentada sempre com uma análise actualizada do mercado. Em função da oferta e procura, fomos avançando para a aquisição de mais viaturas e para a consolidação da nossa estrutura”, explica. Essa tem sido “e vai continuar a ser a nossa postura”, assevera.

Num sector muito competitivo, a chave para o crescimento está na “preocupação em oferecer qualidade aos nossos clientes. Isso é o que nos distingue: porque nos dá outra componente que valorizamos ao máximo, a segurança”.

 

À máxima do seu pai, “qualidade acima de tudo”, instituída desde o começo, Joaquim Chapa, que se juntou a este projeto familiar há cerca de três anos, reforçou na empresa o elemento de excelência e profissionalização que estava já em curso. “Na ChapaBus não se fomenta aquela imagem do patrão e do filho do patrão. Trabalhamos de forma sectorizada onde cada um responde pelo trabalho que faz sem qualquer favorecimento. Temos dias muito difíceis, mas penso que no final de tudo aqui o que conta é o trabalho em equipa e a competência das pessoas, nesses aspetos estamos muito satisfeitos com o que temos, pois todos vestem a camisola. Temos um escritório que é a trincheira da empresa, e os nossos motoristas estão nas estradas como avançados da nossa maneira de trabalhar”. Outro ponto importante, considera,foi a capacidade da ChapaBus em trabalhar conjuntamente com concorrentes, que são igualmente parceiros.

“Geograficamente estamos muito bem situados. As grandes empresas nacionais procuram-nos muitas vezes para serviços no distrito de Setúbal, pois conhecem o nosso serviço e acabamos por ser a sua extensão na margem sul. Da nossa parte, quando a procura é maior para a nossa capacidade de resposta, não temos qualquer tipo de problema em recorrer aos serviços dos nossos parceiros, empresas da nossa dimensão a operar na zona”.

“Para o futuro, estou optimista com os dados que possuímos, a meio de 2019, a fasquia dos 25% de crescimento pode ser alcançada no final do ano”.

 

A maioria dos clientes da ChapaBus está no distrito de Setúbal. Apesar de ter algum movimento a nível nacional e internacional a prioridade, frisa, Joaquim Chapa,“não passa pela expansão desses mercados mas antes consolidar e estabilizar o que temos”. Ou seja, servir cada vez melhor os nossos clientes principais que se situam no transporte regular de passageiros de/e para as fábricas – que dão muito ‘oxigénio’ às empresa – escolas e turismo. Aqui nesta última valência “temos preponderância no turismo sénior e na área do golfe que nos garante trabalho com alguma dimensão especialmente na Primavera e no Outono, pois a sua maioria são estrangeiros. São seis meses de grande intensidade de trabalho”.

Ao projetar o futuro, está optimista com os dados que possui. “O ano de 2018 foi muito complexo, com muita despesa não prevista, na manutenção da frota. Isso fez com que baixássemos de um crescimento anual na ordem dos 20% para apenas 5%. Agora, a meio de 2019, admito atingir a fasquia dos 25% de crescimento”.

Num horizonte de médio-prazo “fico satisfeito se, num espaço de cinco anos,conseguirmos, eventualmente, aumentar o número de colaboradores e talvez mais duas viaturas à actual frota de sete”, conclui.

 

Por Luís Pestana

Fotos Arsénio Franco

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