Grupo Libertas Imobiliário: “O trabalho que desenvolvemos é uma mais-valia para a Península de Setúbal”

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A empresa sediada em Lisboa tem uma abrangência nacional e internacional mas é o distrito de Setúbal a região onde actualmente tem o maior foco. O seu Parque Empresarial de Logística em Alcochete é o ponto de partida para uma intervenção de larga escala na região. Com grandes projectos em, curso no Seixal, Alcochete, Palmela e Setúbal.

 

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O Grupo Libertas Imobiliário tem cerca de 20 anos de experiência no sector imobiliário. As empresas do Grupo actuaram, numa primeira fase, essencialmente, em intervenções de urbanização. Hoje, a estratégia do Grupo define-se pela apetência por operações urbanísticas de dimensão, que envolvam a promoção imobiliária, construção e reabilitação de edificado em localizações privilegiadas, criando valor para o Grupo e para as comunidades onde intervém.

Em entrevista que concedeu a O SETUBALENSE Pascal Gonçalves, administrador da Libertas, destacou a importância do distrito de Setúbal para a empresa. Para além da mega urbanização Quinta da Trindade, em fase adiantada de construção, com 11 condomínios privados de habitação num total de 1516 apartamentos (T0 a T4), neste momento está também a construir um aparthotel no Seixal, tem em Alcochete o Tagus Bay e a Praia do Sado, uma quinta biológica de grandes dimensões no Poceirão, concelho de Palmela, e, em carteira está igualmente um projecto a realizar junto ao Forte de Albarquel em Setúbal que deverá arrancar no final do próximo ano.

 

“No distrito há falta de oferta em qualidade. É uma região com uma população extensa com muitas pessoas de bom nível educativo com capacidade aquisitiva para coisas interessantes”

 

Pascal Gonçalves não podia ser mais claro quando aborda a questão da importância do distrito de Setúbal para a Libertas. “É muito importante para nós.Estamos situados em Lisboa por razões históricas mas, verdadeiramente,o distrito de Setúbal juntamente com o Algarve, é a zona onde desenvolvemos maior actividade e considero que o trabalho que desenvolvemos é uma mais-valia para a Península de Setúbal.

O administrador da Libertas faz um rasgado elogio social e geográfico do distrito e por isso não se mostra surpreendido pela preferência de habitantes de outras regiões estarem a mudar a sua residência para a Margem Sul.Acho que no distrito há falta de oferta em qualidade. É uma região com uma população extensa com muitas pessoas de bom nível educativo com capacidade aquisitiva para coisas interessantes. Por outro lado, também pela falta de oferta a norte, nota-se nesta altura uma tendência das pessoas que habitam, por exemplo na Expo, mudarem-se para os nossos empreendimentos em Alcochete e Seixal. Também pessoas que viviam na linha de Sintra estão a comprar aqui.

 

“Somos actualmente, em número de unidades construídas, provavelmente o maior promotor de Portugal. O ano passado vendemos entre 350 e 400 casas”

Pascal Gonçalves realça o potencial ainda por explorar no ramo da construção e imobiliário. Diz mesmo queainda está tudo por fazer na Península de Setúbal e nós queremos fazer parte do desenvolvimento da região. A relação com as autarquias onde quer que nós estejamos é muito boa. Temos tido um grande apoio porque sabem que estamos aqui para fazer bem, para desenvolver e participar no objectivo que é o desenvolvimento da região, sempre com respeito pelas políticas estabelecidas”.

A Libertas também é conhecida pelas acções que promove no domínio da responsabilidade social.A nossa empresa tem certificação ambiental e para além disso tentamos colaborar com os municípios e participar, à nossa pequena escala. Temos apoiado algumas iniciativas nessa área. Também reconhecemos o potencial da região. Por exemplo, quando nenhuma cadeia nacional ou internacional apostou na possibilidade de fazer um hotel no Seixal nós acreditamos no potencial do concelho e avançámos com esse projecto. Faz parte da nossa filosofia. Não queremos estar em novos sítios, pelo contrário, queremos potenciar o trabalho nos lugares onde já estamos implantados.

 

A nível global o ano de 2019 foi de grande afirmação. De tal forma que levou a Libertas à liderança de mercado.Somos actualmente, em número de unidades construídas, provavelmente o maior promotor de Portugal. O ano passado vendemos entre 350 e 400 casas. No Algarve, em Lisboa, na Região Centro e na Península de Setúbal. Mas não temos como objetivo ser o número um, é uma situação circunstancial. O que queremos é fazer bem e de forma sustentável para a nossa empresa e para as populações”.Por isso quando abordado sobre a margem de crescimento que antevê para o Grupo, Pascal Gonçalves é comedido e realista nas suas palavras. Nós queremos continuar o nosso caminho. Queremos crescer em qualidade e não em quantidade. Uma postura que tem como finalidade o potenciar da capacidade de resposta instalada porque se abrangermos demasiados projectos ao mesmo tempo vamos perder qualidade e nós não queremos fazer isso”.

O Grupo em paralelo com a sua actividade principal, desenvolve, no plano da sustentabilidade, projectos nas áreas da agricultura biológica e energias renováveis. A agricultura biológica surge como actividade complementar na gestão de activos, reforçando a sua dinamização e contribuindo para uma gestão sustentável do território, através da diversificação de usos, estímulo da biodiversidade e equilíbrio do ecossistema.

 

Por Luís Bandadas

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